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3 de agosto de 2017

Lobo Solitário 3 - A Estrada Branca Entre Dois Rios

LOBO SOLITÁRIO: A Estrada Branca Entre Dois Rios
PLANET MANGÁS/PANINI (Junho de 2017 – R$ 18,90)
ROTEIRO: Kazuo Koike
ARTE: Goseki Kojima
















"No Budismo, existe uma frase que diz assim isshin nisenbyakudou (um só coração na estrada branca entre dois rios). O rio de fogo representa a ira e o rio de água representa a ambição do ser humano. O homem deve seguir o estreito caminho branco que se estende entre esses dois rios, sem cair na tentação de nenhum deles. Só assim conseguirá realizar o seu desejo e alcançar os céus."



Dos três volumes da saga de Itto Ogami e seu filho Daigoro, esse terceiro se apresenta como o mais interessante. Os elementos presentes nos anteriores, como as habilidades de batalha quase sobrenaturais do lobo solitário se mantém, assim como a boa e violenta arte de Goseki Kojima. Mas, na minha nada humilde opinião, são duas histórias desse volume que acabam se sobressaindo com relação as demais tanto dessa revista, quanto das edições anteriores.

Na primeira delas, "meio tatami, um tatami, duas tigelas e meia de arroz", o lobo e seu filhote acabam encontrando Sakon Shino, um ronin que ganha a vida oferecendo a própria vida aos transeuntes, que pagam para tentar matá-lo. Se conseguirem, alem da morte do rapaz, também ficam com uma boa quantia em dinheiro. Ao encontrar com Ogami, Sakon decide que vai parar o samurai, por bem ou por mal, tentando dissuadi-lo da vida de assassinato e sangue que Itto vive com Daigoro. Além do discurso de Sakon, essa história também trás uma das sequências de batalha mais bacanas e longas do mangá até aqui.

O outro destaque fica para o flashback que mostra um pouco como era a vida do Lobo como executor do governo, antes de cair em desgraça e perder tudo, finalmente mostrando como era a vida do personagem e como ele e seu filho foram reduzidos a errantes. Essa história também mostra que tudo que o protagonista faz é para um dia conseguir se vingar daqueles que destruíram sua vida e família. Deixando claro que não é que as histórias mais focadas nos contratos e situações vividas por pai e filho em sua jornada até aqui não sejam boas, mas é bacana finalmente poder saber um pouco mais da história do personagem.

Apesar de ter dito que só destacaria as duas acima, também destaco, desse volume, a história "Annya e Anema", que trata da história de uma menina que foi vendida como prostituta pelos próprios pais e que acaba cruzando com Lobo e filhote.

Algumas explicações, muita porrada e sangue, e alguns detalhes da cultura japonesa da época são os ingredientes que compõe esse terceiro volume de Lobo Solitário. O mangá ainda apresenta um glossário de termos em suas últimas páginas, e é recomendado para maiores de 18 anos.





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