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19 de junho de 2017

Sci-Fi Review: Lunar (2009)


Original: Moon
Direção: Duncan Jones
Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey


Antes de falar do filme em si, já vou avisando que esta será uma série de reviews sobre filmes de ficção científica. A exemplo dos fast reviews de quadrinhos que fazemos, não pretendo me aprofundar muito na obra nem contar todos os detalhes da trama. O objetivo é apenas provocar o leitor a ver (ou rever) (ou não ver) o filme em questão.

Lunar é um filme que eu já estava namorando há uns dois anos, mas ainda não tinha visto. Sou fã do Sam Rockwell desde que assisti Confissões de uma mente perigosa, em 2002, e esse filme já tinha aparecido em algumas listas de melhores de Hard Sci-fi. Há algumas semanas, então, decidi ver. E não me arrependi.

O que eu achei mais interessante do filme foi como ele brinca com as expectativas do espectador. Vou destacar dois exemplos aqui. Eu já sabia que Sam Bell, o personagem de Rockwell, interagia com outra personificação de si mesmo, mas achei que isso ocorreria por meio de um delírio. Foi bem interessante notar que, na verdade, eram dois clones, além da maneira como eles se relacionaram. Outro aspecto importante foi a personalidade do robô GERTY, que ganha vida na voz de Kevin Spacey. Acostumado com Hal-9000, já achei que era GERTY o vilão da história, mas estava redondamente enganado. Além de não ter um vilão propriamente dito, o robô é um importante aliado do(s) protagonista(s).

A direção é bem eficiente, com ritmo e edição muito acertados. Minha crítica maior fica por conta de um aspecto do roteiro: para um Hard Sci-Fi, Lunar não se empenha muito em ser totalmente preciso do ponto de vista científico. Dentro da base não se vê efeitos da baixa gravidade e, mesmo do lado de fora, só ao final do filme notei algo semelhante ao que esperamos de homens andando na lua.

Para equilibrar o jogo, houve um elemento que me agradou demais: a Terra. Nosso planeta aparece em imagens de um vídeo corporativo no início do filme e é só. Com isso, não sabemos em que condições está o planeta, nem em que momento ele se passa. Pode ser um futuro próximo ou até mais distante (algo no “período temporal” de Blade Runner). Uma boa escolha em um gênero que muitas vezes costuma abusar de imagens e diálogos expositivos.


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