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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fast Review: Estranhos no paraíso 1-3



Original: Strangers in paradise 1-3
Editora: Abstract Studio / Social Comics
Roteiro e arte: Terry Moore


O ano era 1998. Superman estava elétrico. Batman enfrentava o contágio e o legado do demônio. X-Men viviam o pós-Era do Apocalipse. Bem Reilly devolvia o manto do Homem-Aranha para Peter Parker. É, leitores brasileiros não vão se lembrar de 1998 como um grande ano, mas foi nessa mesma época que chegou por aqui uma edição bem incomum: o primeiro número de Estranhos no paraíso, de Terry Moore.

Eu lia de tudo nessa época. Lia tanto que comprava qualquer coisa que chegasse nas prateleiras dos jornaleiros mais próximos apenas para poder ler mais. E foi numa dessas que conheci Estranhos no paraíso. Não me arrependi e comprei as três edições lançadas pela Abril, mas depois não tive mais contato com a obra (que ainda foi lançada pela Pandora, pela Via Lettera e pela HQM).

Há alguns meses, quando o Social Comics anunciou um acordo com o terry Moore para publicar toda a obra dele (que, além desse material, tem ainda Echo, rachel Rising e Motor Girl), fiquei muito empolgado. Estranhos no paraíso, mais do que um quadrinho tradicional, se assemelha a uma dessas séries de muitas temporadas, mas que não cativa um público muito grande, embora garanta a devoção dos fãs.

A história acompanha Francine e Katchoo, duas amigas muito diferentes e que dividem apartamento. E eu não quero falar mais nada a respeito pois vale muito mais a pena ler o quadrinho do que sobre o quadrinho. O que vale dizer é que tudo é desenvolvido com calma, numa mistura de vida real com os exageros do cartum.

Mais uma vez, o Social Comics acerta na escolha do material que está licenciando. A obra de Terry Morre, junto com o universo da Valiant, é uma ótima opção para quem ama gibis, mas já não está tão empolgado com o que as grandes editoras têm a oferecer.

Obs: Esses três primeiros números chegaram na plataforma ontem (29 de junho). Se mantiver o esquema da Valiant, deve sair um novo arco por semana.



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