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7 de junho de 2017

Fast Review: Dylan Dog 1



Original: Dylan Dog 57
Editora: Lorentz / Sergio Bonelli Editore
Roteiro: Tiziano Sclavi
Arte: Montanari & Grassani

Desde que eu comecei a ler fumetti (o que não faz tanto tempo assim), sempre teve um personagem que me despertava interesse, mas que eu não conseguia encontrar material nas bancas brasileiras. Por sorte, um ano após a comemoração de 30 anos do personagem, a editora Lorentz fez o favor de voltar publicar histórias de Dylan Dog por aqui.

Você não conhece a editora Lorentz? Bem, eu também não. Essa primeira edição (de três, provavelmente, mas espero que de mais) conta que a publicação é uma iniciativa de fãs do detetive do pesadelo. A qualidade gráfica é boa e só notei dois pequenos erros (um de revisão e outro na diagramação de um balão), o que é bem positivo para quem está começando. O preço, R$ 16 por 100 páginas em preto e branco, é um pouco salgado, mas compreensível dada a pequena tiragem e a distribuição. Vale destacar que a edição está no formato tradicional dos fumetti, um pouco maior do que as revistas de Tex e companhia publicadas pela Mythos.

A história é bem interessante e faz parte da “primeira fase” do personagem. Dylan Dog precisa voltar para Inverary, uma cidade em que ninguém morre e todos vivem eternamente o mesmo dia. A narrativa é muito boa e a arte é fantástica, mas não sei se foi a melhor decisão para uma primeira edição, já que são constantes as referências a uma outra aventura do detetive. Talvez, os velhos leitores tenham aproveitado mais do que eu.

A história é de 1991, mas a narrativa é atemporal, como quase tudo o que a Bonelli produz. A arte também segue aquele padrão tradicional, mas vai um pouco além. Há uma página em que quadro a quadro acompanhamos um personagem se decompondo e é uma coisa linda para qualquer fã de quadrinhos de terror.

Esse primeiro número vale a pena para quem quer conhecer o personagem ou para quem quer matar saudade. Item obrigatório para qualquer colecionador.



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