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29 de maio de 2017

The Last Kingdom - 2ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, galera, tudo certo? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar sobre a segunda temporada de The Last Kingdom. Vamos lá:
A série conta a história de Uhtred Uhtredson, herdeiro exilado de Bebbanburg, mas que agora vive em Wessex, o último reino inglês que não foi totalmente dominado pelos invasores escandinavos. Wessex é governada por Alfredo, um rei sábio e católico – o que o leva a odiar o paganismo de Uhtred. Todavia, o destino é inexorável, unindo estes dois homens antagônicos para garantir o futuro da Inglaterra.
Nesta temporada vemos duas tramas principais, paralelas ao terceiro e quarto livro da série literária As Crônicas Saxônicas: primeiramente, vemos a jornada de Uhtred, a mando de Alfredo, para entronar um novo soberano sobre a Nortrumbia (terra natal do protagonista). Porém, Uhtred aproveita este retorno ao seu reino de origem para cumprir uma vingança pessoal contra Kjartan, assassino de seu pai.

Além disso, na metade final da temporada, vemos os esforços de Alfredo para aumentar o poder do reino de Wessex, através de um casamento entre sua filha, Aethelflaed, com o senhor do reino da Mercia, AEthelred. Todavia, a alegria de Wessex e da Mercia logo é abalada por uma nova invasão nórdica, liderada pelos irmãos Erik e Sigefrid. Resta a Alfredo confiar em Uhtred para enfrentá-los.
O ponto forte da série está em como consegue seguir o roteiro central dos livros, sem grandes mudanças. Assim, é um prazer rever – dessa vez na TV – a trama de vingança que permeia o 3º livro das Crônicas Saxônicas (meu favorito), ou a reviravolta amorosa que acontece no 4º livro.

Porém, é evidente que também há algumas adaptações negativas. A que mais me incomoda é como Uhtred parece mais reprimido na série (ele nem se diverte xingando padres!). Além disso, alguns personagens que mal aparecem nos livros ganham mais espaço em tela, por já serem reconhecidos pelo espectador (ex: Aethelwold), enquanto outros que brilham nos livros são diminuídos (Finan, Gisela, Steapa, etc.). O personagem de Alfredo é um dos poucos que ganha mais foco de maneira positiva.
Além disso, esta temporada foi evidentemente prejudicada pela falta de verba. The Last Kingdom deveria ser sobre confrontos entre grandes exércitos, mas a série se limita a duas dúzias de figurantes alternando seus papeis entre si. Evidente que, por este motivo, o número de cenas de batalhas vai diminuindo – assim como a qualidade das lutas.
Apesar de ser prejudicada pelo baixo orçamento e por desperdiçar o potencial de alguns personagens, The Last Kingdom continua sendo uma boa série, especialmente para aqueles que gostam de ficção-histórica, apresentando uma história envolvente de um guerreiro pagão, que luta por um rei cristão, para defender e criar aquilo que chamamos de Inglaterra.



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