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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Fast Review: Universo DC - Renascimento


Original: DC Universe - Rebirth
Editora: DC / Panini
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank, Ethan Van Sciver, Ivan Reis e Phil Jimenez

Eu não morro de amores pelo Geoff Jonhs. Ele é um cara da Era de Prata e eu estou mais para Era de Bronze. Mas é inegável que o cara sabe fazer boas histórias, embora seja um pouco inconstante. Ainda assim, ele é responsável por algumas decisões editoriais que não me agradam, como a volta de Barry Allen (que jogou o Wally West para escanteio) e os ajustes desnecessários feitos nos Novos 52. Mas, em Renascimento, ele consegue consertar boa parte das bobagens que ele e seus colegas de editora fizeram.

O fio condutor da história é Wally West, o Flash que vale, que estava perdido desde Ponto de Ignição (a saga, não esse maravilhoso veículo de comunicação focado em entretenimento). Ele estava perdido pela força de aceleração, ou algo do tipo, e precisava se ligar a alguém para voltar ao universo tradicional da DC. O problema é que ninguém se lembra dele. Nem o Batman, nem seus amigos Titãs, nem sua esposa, nem seu tio Barry. E quando ele está se despedindo da existência, em um discurso tocante e emocionante, Barry lembra e num simples toque de mãos resgata Wally do esquecimento. Cara, que momento bonito é o abraço entre os dois. Coisa rara de se ver em quadrinhos de super-heróis, principalmente no apático universo DC pós-Novos 52.

Paralelamente, são vistos pequenos momentos de outros heróis, que dão o tom do que está por vir. Batman está intrigado com os três Coringas, Dick Grayson voltará a ser o Asa Noturna, Superman morreu e tem outro Superman por aí, Ryan Choi vai se tornar o átomo para resgatar Ray Palmer e o conceito de legado vai se fortalecer. (Aliás, há quanto tempo ele vem sendo chamado de Átomo por aqui? Quando a Panini abandonou o Elektron? Perdi esse momento, mas achei ótimo.) O ponto fraco é a sombra de Watchmen que paira sobre a história. Temos ali referências a Dr. Manhattan, Ozymandias e Comediante que não atrapalham a história, mas estão longe de ajudar.

Além do roteiro acertado de Johns, a arte também é muito boa. Gary Frank (e seu sorriso que se encaixa em qualquer personagem), Ivan Reis e Phil Jimenez fazem um ótimo trabalho. Também tem o Ethan Van Sciver, que não me agrada, mas que também não compromete nessa edição.

Além de comentar a história, vale destacar também o tratamento que a Panini deu para essa edição. A capa cartonada caiu muito bem em um material que deve durar bastante nas prateleiras dos leitores e os extras são excelentes para quem vai começar (ou recomeçar) a ler a partir desse ponto.

E que venham as mensais do Renascimento!



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