Novidades

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Guardiões da Galáxia 2 - Resenha


Sabe aquele filme, Guardiões da Galáxia? Aquele com o Senhor das Estrelas, Rocky, Gamora, Drax e Groot? Filme batuta, que não se levava a sério, mas tinha uma trilha sonora impecável e personagens extremamente carismáticos?

Então, sua sequência é melhor em quase todos esses aspectos.


Antes de mais nada, vamos passar a sinopse. Os Guardiões da Galáxia, agora um grupo estabelecido, são contratados pelos Soberanos, uma raça de pessoas douradas, para proteger suas baterias energéticas de um monstro dimensional. Os Guardiões realizam o trabalho, e são pagos com a custódia da Nebulosa, vilã do filme anterior, que será levada para Xandar para ser presa. Só que claramente rola merda, o Rocky rouba as baterias, os Soberanos vão atrás dos Guardiões e tem tudo para matá-los, até que os ladrões são salvos pelo personagem de Kurt Russell, que se apresenta como o pai do Senhor das Estrelas. Enquanto isso, os Soberanos contratam o grupo de Yondu para finalmente cuidar dos Guardiões.

O.K, agora podemos nos aprofundar. A primeira coisa que se percebe em Guardiões da Galáxia 2 é a interação entre os personagens. Passadas todas as apresentações e estabelecimento de suas personas no filme anterior, agora o foco está em como eles agem entre si. E esse é um ponto que a sequência aproveita como se mergulhasse em uma piscina que passou o filme anterior enchendo. Movidos por piadas e zombarias, nossos heróis parecem mesmo que estão junto há muito tempo, mesmo que isso estabeleça relações que não existiam no filme anterior.

Essas relações são as sementes do desenvolvimento dos personagens durante o filme, onde cada um tem um arco de desenvolvimento (bem, exceto o Drax), muitas vezes em conjunto com outros. Gamora deve estabelecer uma ligação com sua irmã, Rocky vê em Yondu um reflexo de si mesmo, alguém que afasta os outros, e o Groot... bem.


E são essas relações que fazem a obra funcionar. Não há muita história em Guardiões 2, chegando a fazer o filme parecer perdido no meio, deixando os personagens carregarem ele. Há chance para todos brilharem (o que acaba deixando o próprio Senhor das Estrelas de lado por grande parte do filme), até mesmo a recém-chegada Mantis, única heroína introduzida na sequência.

Tudo isso acaba no intermeio de duas coisas: piadas e estilo visual. Sobre a primeira, Guardiões 2 assume que é um filme de comédia e galhofa e poucas vezes sai disso, jogando piadas em cada oportunidade que pode e quase todas acertando. A maior parte das ineficazes ficam no início do filme, onde ainda estamos nos acostumado com as relações dos personagens, mas elas logo tomam rumo.

Agora, quanto ao segundo tópico, Guardiões 2 é um dos filmes mais bonitos e estilosos que já vi no cinema. É uma profusão de cores e ambientes alienígenas diversos que encaixam com os ângulos de câmera malucos do diretor. Há tomadas em câmera lenta, focos em personagnes, câmeras inclinadas, sequências ininterruptas e takes contemplativos que servem para destacar a beleza de seus ambientes. É algo que deixa uma obra como Star Wars pobre, muito terrena quando se pode explodir em vários outros aspectos.


De resto, Guardiões da Galáxia 2 é isso. Não se propõe a ser mais do que uma comédia galhofa de super-heróis, e que ainda sabe lidar com seus personagens e colocá-los em situações que os façam brilhar. Fora umas turbulências no início, uma dificuldade em engrenar o terceiro ato e músicas que não são tão chamativas quanto o primeiro filme, não há muitas críticas a serem feitas. É uma obra que trabalha em cima dos seus pontos fortes já estabelecidos antes, e que sabe fazer isso muito bem.

Atos Finais