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26 de abril de 2017

Fast Review: Shadowman 13-16 + 13X



Original: Shadowman 13-16 + 13X
Editora: Valiant / Social Comics
Roteiro: Peter Milligan
Arte: Roberto de la Torre

Já falei aqui o quanto eu gosto do universo da Valiant. Eu assino o Social Comics apenas para poder acompanhar as histórias da editora. E, de todos os títulos publicados, Shadowman sempre me pareceu o mais frágil. O personagem Jack Boniface, que assume o manto do Shadowman, é o herdeiro de uma linhagem predestinada – esse belo clichê. Nas 13 edições anteriores (0-12), as histórias ficavam numa corda bamba entre o vigilantismo urbano e o sobrenatural (tendo em vista que se passa em Nova Orleans, tudo acaba sendo a mesma coisa), mas o negócio não engrenava. Foi aí que Peter Milligan chegou ao roteiro.

O roteirista britânico manja dos paranauês sobrenaturais, sombrios e estranhos. Ele já assinou títulos como Hellblazer, Shade, Liga da Justiça Sombria, Stormwatch, Homem Animal e Batman, entre muitos outros. Ao assumir Shadowman, ele deu nova vida ao personagem.

Antes, Jack se ligava a um Loa (deus do vodu semelhante aos orixás) que lhe dava habilidades especiais. Só que esse Loa soava apenas como um simbionte camarada. Milligan deu personalidade a ele e criou um embate entre Jack e seu Loa pelo controle do Shadowman. Além disso, os coadjuvantes se tornaram mais sólidos e interessantes, quando antes pareciam totalmente sem propósito a não ser guiar o protagonista de um ponto a outro.

A única grande falha desse arco fica para sua rápida conclusão. Há uma enorme ameaça sobre Nova Orleans que é facilmente detida quando o Shadowman consegue finalmente se definir. Ficou com um gostinho de que a ameaça não era tão grande assim. Nada que tire o brilho da história.

Esse arco marca um recomeço para as histórias do Shadowman. Se as futuras edições aproveitarem tudo o que foi construído nesses cinco números, as perspectivas são muito animadoras.



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