Novidades

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Fast Reviews: Lobo Solitário 1 – O caminho do assassino



Original: 子連れ狼, Kozure Ōkami
Editora: Panini - Planet Mangá
Roteiro: Kazuo Koike
Arte: Goseki Kojima






Eu não sou um leitor de mangás. Eu até li alguns, mas nunca fiquei satisfeito. Ao que tudo indicava, não era para mim e eu deveria me contentar com comics e BDs. Mas aí a Panini relançou Lobo Solitário e eu sempre ouvi falar dessa série com muito carinho por seus leitores. Além disso, alguns amigos haviam me recomendado, então dei o braço a torcer e comprei. Não poderia ficar mais satisfeito com a experiência.

Pra começar, o que mais me admirou em Lobo Solitário foi como a narrativa é contemporânea. Estamos falando de uma obra da década de 1970, mas que tem muito mais similaridades com os quadrinhos de hoje do que seus contemporâneos europeus e americanos. Não há verborragia, não há cortes bruscos, não é apressado ou descuidado. Ou seja, não precisei entrar em uma máquina do tempo mental para imaginar como teria sido a minha experiência nessa época. Muito pelo contrário: aproveitei como se a história tivesse acabado de ser escrita.

Pelo que me contaram, nas próximas edições se desenrolará um longo arco, mas esse primeiro número trouxe uma série de histórias curtas e aparentemente independentes que servem para apresentar quem são Ogami Itto e seu filho Daigoro. São pequenos contos despretensiosos que me lembraram bastante as histórias de westerns, como Tex e o run de Palmiotti e Gray em Jonah Hex. Personagens de caráter forte e princípios lidando com extrema violência em um cenário terrível. Talvez por isso os gêneros de samurais e faroeste tenham dialogado tanto no cinema.

Mas nem tudo são flores. A arte é incrível, mas em alguns momentos o excesso de linhas para simular movimento acabaram me deixando confuso sobre o que realmente estava acontecendo na cena. Tem um cara que morre que eu simplesmente não entendi como morreu. Mas talvez seja culpa minha, sei lá. Além disso, algumas coisas em mangás me incomodam bastante, como as onomatopeias em japonês com a tradução logo abaixo. Deve ser lindo para quem é aficionado por mangá, mas para mim não parece natural e me faz sempre travar na leitura.

Estou ansioso pela segunda edição, como há bastante tempo não ficava.





Atos Finais