Novidades

27 de dezembro de 2016

As aventuras de Spirou e Fantásio



Tava há um tempo atrás de bons títulos europeus, desses que mesclam humor e aventura, mas não queria apelar para as celebridades Tintin e Asterix. Depois de ouvir falar sobre Spirou e Fantásio no Confins do Universo, me deparei com algumas edições em uma livraria. Então pensei: por que comprá-lo, por que não comprá-lo, por que comprá-lo, por que não comprá-lo? Comprei-o-o e devorei uma das edições em uma sentada só. Foi amor à primeira história.



Spirou, um desses jovens funcionários de hotel, e Fantásio, um repórter fotográfico, são dois belgas que se metem em altas confusões que até deus duvida. Foram criados entre o final da década de 1930 e meados da década de 1940 e têm histórias publicadas por diversos autores ao longo dos anos, até os dias de hoje. Por aqui, talvez mais famoso do que ele seja um dos coadjuvantes de suas histórias, o Marsupilami.

A primeira história que eu li foi Um feiticeiro em Champignac. E que história, meus amigos. Está longe de ser perfeita e derrapa em vários sentidos. Ao longo de toda a jornada de umas 80 páginas dos personagens, não há nenhum papel feminino de destaque. Em contrapartida, não faltaram oportunidades para o roteiro cair em racismos e xenofobias, mas – pasmem! – isso não aconteceu. Não vi negros estereotipados e os ciganos são tratados com muito respeito pelos protagonistas (embora não pelo resto dos personagens).

Logo em seguida, li Quatro aventuras de Spirou e Fantásio, o primeiro número da série lançada aqui pela editora Sesi-SP (que faz um ótimo trabalho). Com o mesmo número de páginas, as quatro histórias trazem aventuras da mesma grandeza de Um feiticeiro em Champignac. Para isso, os autores cortam o papo furado e saltam alguns momentos de um quadrinho para o seguinte. Não chega a causar estranhamento, mas também não é a coisa mais agradável do mundo. Ainda assim, a diversão é garantida.

Os planos da editora são ousados, com algumas dezenas de edições previstas. Já estão saindo, inclusive, álbuns assinados por artistas que, de tão fãs da dupla, decidiram criar suas próprias histórias de Spirou e Fantásio. Uma espécie de “Graphic MSP” belga. Ainda não tive oportunidade de ler esses, mas já aguardo a chegada de alguns exemplares.

Spirou e Fantásio é uma ótima dica para crianças que curtem Mônica, Disney e Asterix, mas também para os adultos que estão cansados dessa mania de quadrinhos “sérios” americanos. As edições estão entre R$ 30 e R$ 40 nas livrarias, mas em alguns sites chegam a cair para R$ 23.

Atos Finais