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14 de outubro de 2016

Luke Cage - 1ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae galera, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar um pouquinho sobre a nova série da parceria Marvel-Netflix: Luke Cage. Let's bora:

ENREDO (com poucos spoilers): Luke Cage possui uma pele impenetrável e força fora do normal, mas mesmo com essas habilidades incríveis ele só quer viver pacificamente; no anonimato; trabalhando na Barbearia de Pop. Porém, tudo muda quando seu velho amigo é atingido pelas ações de uma gangue que controla o Harlem, liderada por Cornell Stokes/ Cottonmouth.

Assim, Luke decide derrubar o criminoso com suas próprias forças, se opondo à detetive Misty Knight, que deseja pegar Cottonmouth através dos devidos meios legais. Outra pessoa que entra na mira de Luke é Mariah Dillard, uma política que é prima de Cornell, e que ajuda o primo enquanto tenta passar uma imagem de boa-pessoa (tudo fachada, claro).

Logo Cottonmouth descobre que encarar uma pessoa com superpoderes pode custar muito caro, e ele passa a ser pressionado por seu fornecedor de armas, Willis Stryker/ Kid Cascavel. Porém, não demora muito para que Stryker se envolva pessoalmente na caça de Luke, sendo que ele é parcialmente motivado por ter um histórico pretérito com o herói. Assim, enquanto enfrenta seus inimigos, Luke, com a ajuda de Claire, precisa ainda revisitar seu passado.


EAE, VALE? o primeiro episódio já evidencia a homenagem que a série quer fazer para a cultura negra, em especial de locais como o Harlem. Este cuidado é visto no elenco (minoritariamente caucasiano); na trilha sonora; nas falas/discursos dos personagens; etc. Bom ver que não precisa ser uma série de comédia pra ter mais de cinco personagens negros.

Mas falando do roteiro em si, ele possui um crescimento natural, não passando aquela impressão de tramas inúteis (como vimos em Jessica Jones). Assim, por mais que a série tenha alguns plot-twists clichês (“Luke, eu sou seu...”), é possível fazer um encadeamento de todos os momentos da história sem muita dificuldade.

O problema, como muitos apontaram, é que, por mais que a história seja bem conectada, ela possui um desenvolvimento lento. É difícil que na metade da série você tenha ânimo para ver mais de um episódio seguido. Porém, este ritmo cresce no final, conforme o conflito de Luke com seus adversários se intensifica, valendo notar que ele possui bons inimigos físicos e intelectuais.
Além disso, o roteiro bem encadeado também é prejudicado por algumas escolhas de execução preguiçosas, como diálogos que poderiam ser facilmente melhorados. Porém, mesmo com falas nem sempre inspiradas, o trabalho da maioria dos atores é primoroso, valendo notar a qualidade dos vilões (o mesmo não pode ser dito do protagonista...).

Por fim, vale elogiar o final da série, que fugiu do padrão dos filmes e séries de heróis, além de deixar diversas pontas interessantes para uma segunda temporada.



Independente de seu ritmo lento, Luke Cage é uma série que possui um ótimo roteiro, sem grandes furos ou plots desnecessários, pontuado por vilões marcantes. Tudo isto em um envolvente ambiente de tributo à cultura negra.


Atos Finais