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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Orange is the new black - 4ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, galera, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar sobre a quarta temporada de Orange is the new Black. Vamos lá:



ENREDO: como vimos na temporada passada, a prisão de Litchfield foi comprada por uma empresa privada, que está focada muito mais no lucro do que no bem estar das detentas, o que nos leva a ver nesta temporada as mulheres aprisionadas em Litchfield sendo tratadas de uma maneira cada vez mais desumana.

Como se não bastasse, o clima de tensão também se instala entre as detentas, já que a chegada de um novo contingente de prisioneiras restabelece o equilíbrio de poder na prisão. Assim, vemos os clássicos grupos raciais se tornando espécies de gangues, umas contra as outras, sendo que a maioria das prisioneiras é atingida por este conflito, incluindo Piper.


E é claro que os problemas na prisão não se encerram por aí: matar guardas e esconder corpos; tentar sair da solitária; lutar contra um vício em heroína; etc... no fim, o único alento que as mulheres em Litchfield têm está nas amizades – e possíveis romances – ao redor.

Porém, cada vez é mais difícil encontrar um pouco de paz na prisão de Litchfield, especialmente por causa do novo grupo de guardas, que não dão a mínima para o bem-estar das detentas. O abuso é tamanho que, no fim, a única resposta que algumas conseguem visualizar é a violência...


PONTOS POSITIVOS: OITNB continua a trazer aquela mistura excelente de drama e humor. Porém, como pode ser visto pelo enredo da temporada acima, dessa vez não se contiveram no lado mais dramático. Em especial na análise do sistema carcerário, mostrando todo tipo de abuso com mulheres, cheias de sonhos e emoções, que são tratadas pior que animais ("deixar elas irem no banheiro quando quiserem? deviam ter pensado nisto antes de cometer crimes"). Foi uma visão crua, mas muito acertada do tipo de violência que acontece nas prisões, sem que as vítimas possam fazer nada.

Outro ponto  cada vez mais presente na série é a diversidade do elenco, sendo que é complicado indicar um protagonista, quando existem tantas personagens com histórias interessantes a serem contadas (depois faço um “40,5 plots da temporada” kkk). E há todos gêneros de histórias possíveis: romances; amizades; conflitos; terror psicológico; etc. Vale lembrar que algumas dessas narrativas são contadas através de flashbacks, que continuam ótimos.


Mas não basta elogiar a quantidade de plots e personagens existentes, mas também a qualidade. As atuações da série continuam ótimas, apresentando personagens extremamente cativantes, que nos prendem em episódio após episódio. A empatia é tamanha que não há como não se sensibilizar quando algum deles passa por um momento de dor e perda.

E aproveitando a deixa dos momentos de dor e perda, podemos encerrar elogiando os excepcionais episódios finais da temporada. Tentando evitar spoilers, podemos dizer que o nível de abuso chega àquele ápice em que não pode ser mais suportado. Em meio a este estopim, os personagens – e nós – passam por uma perda que deixa todos em lágrimas, aumentando ainda mais o desejo de todos por mudanças.

PONTOS NEGATIVOS: como já disse, o elenco da série é enorme, de tal maneira que é complicado apontar um protagonista. Porém, se podemos apontar um personagem principal, é Piper. E no início da temporada, a personagem estava simplesmente insuportável, pagando de “gangster-mor” da prisão. Há ainda alguns outros personagens e plots que parecem perdidos (Daya-pré-S04E13).

Fora isto, o temor que surgiu em mim na temporada passada continua nesta (apesar da qualidade da série ter se recuperado): pra onde a série quer isso? Com certeza há histórias infinitas a serem contadas, ainda mais com a rotatividade de personagens, mas em que ponto a série quer chegar? É uma pergunta que pode ser abafada com a qualidade de roteiros criados, mas que um dia precisará de uma resposta.



EAE, VALE? a quarta temporada de Orange is the new Black foi excelente, mostrando mulheres com sentimentos, amizades e amores tentando sobreviver em um mundo em que sequer são vistas como humanas, simplesmente porque tiveram o azar de fazer a coisa errada na hora errada (e como vimos, nem todas conseguem...). Enquanto a série conseguir manter este ritmo, com histórias e personagens realmente envolventes e que nos fazem pensar sobre nosso próprio mundo, OITNB merece ser acompanhada.


Atos Finais