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25 de agosto de 2016

O fim de Bleach

Pois bem, pois bem! Eae, galera, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e já que esse site foi CONSTRUIDO com base na comunidade Otaku, resolvi comentar o final de um dos mangás mais populares da atualidade: Bleach:


NO PRINCÍPIO, Bleach contava a história de Kurosaki Ichigo, um jovem comum que acaba descobrindo que há um mundo sobrenatural ao nosso redor, ocupado por espíritos. Neste mundo, há pessoas chamadas shinigamis, membros de uma organização chamada Soul Society que é responsável por lidar com espíritos malignos e outras ameaças (Yu Yu Hakusho + samurais). Por um acaso, Ichigo ganha poderes de shinigami, e se envolve nessas tretas espirituais...

... LÁ NO MEIO DO MANGÁ, Ichigo se envolve em uma jornada para derrotar Aizen, um ex-capitão da Soul Society com poderes e inteligência incríveis, que basicamente deseja se tornar o ser mais poderoso de todos. Nesta jornada, Ichigo descobre que ele mesmo possui habilidades além das imaginadas. Com estes poderes, e com a ajuda de seus amigos e da Soul Society, Ichigo derrota Aizen, chegando no que deveria ter sido o fim do mangá.

MAS O MANGÁ NÃO ACABOU AQUI


... NA RETA FINAL (QUE NEM DEVERIA EXISTIR MAIS), ressurge um grupo inimigo dos shinigamis que supostamente havia sido aniquilado, chamado quincies. Eles são liderados por Yhwach, um cara que possui uma forte ligação com Ichigo, pois este descobriu que tinha um pouco de poder quincy (metade shinigami + metade quincy + metade sei lá o que + metade Uchiha + metade Saia Jeans...).

Nesse meio tempo, Ishida, um amigo de Ichigo que é um quincy, acaba indo pro lado de Yhwach (sendo que já fica na cara que esse cara é um espião).
Assim, Ichigo e a Soul Society acabam tendo que enfrentar este novo grupo de inimigos com poderes absurdos, como “tornar qualquer pensamento em real”. Consequentemente, nossos heróis precisam usar poderes igualmente absurdos (e sem sentido) pra derrotar estes vilões.

Quando Ichigo finalmente vai lutar com Yhwach, mostrando todas suas milhares de habilidades que pareciam incríveis, ele é derrotado em 10 segundos, já que  o vilão tinha o poder de ver todos futuros possíveis e de alterá-los (apelação +8000). Mas de repente, Ishida reaparece, mostrando – como previmos – que ele estava ao lado de Ichigo, dando um golpe em Yhwach que ele não previra. Isto desconcerta o vilão, e nisso Ichigo corta ele no meio... o que era “inderrotável” é derrotado fácil assim.
... POR FIM, NO ÚLTIMO CAPÍTULO, vemos os personagens 10 anos após o embate com Yhwach. Alguns tiveram algum crescimento relevante – como Ichigo, que casou e teve um filho que também tem poderes (e que parece ter tantas habilidades bizarras quanto o pai). Por outro lado, outros personagens simplesmente desapareceram (sumiram junto com um bando de questões sem respostas...). No fim, vemos um flashback das últimas palavras de Yhwach, que faz um discurso clichê sobre o valor da coragem.
EAE, VALEU? Bleach foi um mangá que se perdeu horrivelmente ao longo do caminho. Se compararmos com protagonistas de outros mangás, como Naruto, nós nunca seguimos a história de Ichigo pra vê-lo atingir um sonho, mas apenas pra ver ele derrotar o grande e terrível vilão (Aizen e seus subordinados, no caso). Quando Ichigo finalmente conseguiu cumprir essa missão, simplesmente criaram outros vilões que não eram tão interessantes quanto os anteriores.
E claro que ao longo de um mangá não acompanhamos apenas o crescimento do protagonista, mas de uma série de coadjuvantes. Bleach sempre possuiu coadjuvantes ótimos (em especial no mundo espiritual, já que os humanos eram horríveis), mas no final não apresentou um desenvolvimento satisfatório pra eles. Até algumas cenas que sempre esperamos ver, como o poder máximo de alguns shinigamis (bankai), não foram suficientemente impactantes.
No fim, Bleach tinha que ter acabado há uns 250 capítulos, com um possível filme mostrando um bom futuro pros protagonistas. Porém, vimos um mangá que se estendeu com base em personagens desinteressantes e plots exagerados que só geravam mais perguntas, sem apresentar qualquer resposta ou evolução. Nota pro final:




Atos Finais