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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Warcraft: o primeiro encontro de dois mundos

Pois bem, pois bem! Eae, chuchus, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar sobre a recente adaptação de um famoso game para as telonas do cinema: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos. Vamos lá:



ENREDO: era uma vez um mundo chamado Azeroth, habitado por humanos, anões, elfos, magos e outras criaturas mágicas, que viviam em paz sob a liderança do rei Llane Wrynn. As principais armas do rei para a proteção do seu reino eram sir Anduin Lothar, comandante dos exércitos de Azeroth, e Medivh, mago guardião do reino. O reino vivia um período de longa paz, quando, de repente, criaturas bárbaras gigantes surgiram, trazendo o caos...



...era uma vez um mundo chamado Draenor, habitado por orcs. O mundo está sendo destruído pela Vilaneza, uma energia mágica que se alimenta da morte, e assim a única esperança dos orcs é ir para outro mundo. Gul’dan, bruxo e líder dos orcs, aprende a manipular a Vilaneza para abrir um portal para outra terra, podendo ir pra lá inicialmente com apenas parte de sua horda. Entre estes orcs está Durotan, líder da tribo dos Lobos de Gelo, e sob o domínio de Gul’dan eles pretendem dominar este novo mundo: Azeroth.



Assim, de um lado temos o comandante Lothar defendendo sua terra dos orcs invasores, e do outro temos Durotan buscando conquistar um novo lar para sua família. Porém, a trama se complica quando Anduin conhece Khadgar, um jovem mago que descobre que há um traidor que chamou a Vilaneza para Azeroth. Enquanto isso, Durotan percebe que a Vilaneza não é um poder tão confiável, o levando a questionar seu líder, Gul’dan.



Este receio comum à Vilaneza leva homens e orcs a colocarem suas diferenças de lado (aproximação conduzida por Garona, meio-humana/meio-orc), em face de um inimigo comum que pode destruir a todos.




PONTOS POSITIVOS: Confesso que não estava ligando pra esse filme, e fui assistir esperando nada, por insistência de amigos. Porém, o filme foi uma grata surpresa, sendo que o grande trunfo foi transmitir a atmosfera clássica dos jogos RPGs pras telonas (humanos VS orcs! Grifos!! Magos!!!). Claro que já vimos esta temática em outros filmes, como Senhor dos Anéis, mas em Warcraft parece que a fantasia foi potencializada, gerando a ótima impressão de que estamos vendo as CGs de um game coladas, dando aquela vontade de imergir mais e mais neste universo.



Além disso, um ponto interessante é como os orcs não são mostrados como meros vilões, já que estão lutando pela sobrevivência de suas famílias (vamos ver se no futuro os humanos ganharam mais complexidade também). Vale citar que esta história fantástica é contada de maneira muito leve, com boas pitadas de humor, deixando um filme divertido de assistir, deixando-nos na vontade por uma continuação.



PONTOS NEGATIVOS: Apesar da temática RPG encantar, Warcraft tem falhas bem claras. As atuações não são das melhores, deixando os personagens com potencial carismático desperdiçado, sendo que os únicos que realmente brilham são os magos Khadgar e Medivh (ignorando os orcs em CGI). Fora estes, falta grandiosidade a personagens como Llane e Lothar (ator só reproduziu o personagem que faz em Vikings).



Além disso, o roteiro começa a mostrar uma falhas bobas no final, trazendo uma série de clichês fracos, como amigo que se revela traidor; vilão que passa por uma super transformação no final; herói escolhido descobrindo uma fonte de poder nunca antes vista; etc. O que salva o final é a perspectiva de que a guerra não acabou, e que ainda há muita história a ser contada.





EAE, VALE? Warcraft é um filme com erros comuns dos blockbusters atuais, como um roteiro que se perde no final. Porém, a atmosfera de fantasia apresenta ao público uma temática interessante e pouco explorada, deixando a vontade de conhecer mais o mágico mundo de Azeroth (quem dera se tivesse um jogo pra isso, hein...).



Atos Finais