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16 de junho de 2016

Vikings - 4ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, adoradores de Odin, tranquilo? Aqui que fala é o PCB, e hoje vamos falar sobre a quarta temporada de Vikings. Vamos lá:


ENREDO: como vimos na temporada passada, Ragnar Lothbrok, senhor de uma das maiores aldeias nórdicas, conseguiu invadir Paris após uma longa e mortal batalha, da qual o próprio Ragnar saiu gravemente ferido.


Enquanto cuida destes ferimentos físicos, Ragnar ainda precisa se recuperar da morte de seu grande amigo Althestan. Para tratar estes males, o rei viking conta com a ajuda de uma misteriosa e recém-capturada escrava que encanta Ragnar. Tudo a fim de estar pronto para a próxima invasão à Paris.

Porém, a nova invasão à Paris pode não dar tão certo quanto a primeira. Se não bastasse o estado debilitado de Ragnar, as forças francesas encontraram um novo líder militar, que conhece as estratégias vikings: Rollo, o irmão de Ragnar, que cada vez mais vai se envolvendo com o povo parisiense.


Além disso, falta unidade às forças vikings de Ragnar: enquanto seu filho Bjorn e sua ex-mulher Lagertha tentam manter a união do exército para Ragnar (já que este parece meio distante), alguns novos e velhos companheiros, como Floki, questionam a liderança dos Lothbrok.

Em paralelo à trama dos vikings, acompanhamos a jornada do rei Ecbert de Wessex para unir os reinos da Inglaterra, a fim de evitar futuras invasões nórdicas.


No fim, diante de tantos desafios, Ragnar deve decidir se deseja ou não se manter no trono (enquanto outros decidem se querem ser reis).



PONTOS POSITIVOS: como disse anteriormente, esta temporada ocorre em três núcleos principais: Dinamarca; Inglaterra e França. Este último foi de longe o mais interessante, com foco especial em Rollo, que foi largando de suas origens vikings para ganhar protagonismo na sociedade de Paris (como não poderia ser diferente, o rompimento final dos laços entre Rollo e Ragnar se deu em uma sangrenta e incrível batalha...).


Além de Rollo, outros personagens tiveram um bom desenvolvimento, como Bjorn, que foi se tornando um verdadeiro e temível líder, substituindo muitas vezes a liderança de seu pai; Lagertha, que nunca permite que outra pessoa tome as diretrizes de sua vida; o rei Ecbert, que se guia pela perspectiva de uma Inglaterra unida sob seu poder, nem que tenha que trair aliados para isso; etc.


Vale citar alguns pontos clássicos da série, como as referências históricas. Aqueles que já leram algo sobre o nascimento da nação inglesa, por exemplo, vão dar um sorriso quando conhecerem o jovem Alfredo, neto do rei Ecbert. Retornaram ainda as cenas de batalha. Por fim, é louvável como a série não tem medo de fazer longas passagens de tempo (como vimos na última cena).



PONTOS NEGATIVOS: de todos os erros possíveis, esta temporada cometeu um dos mais terríveis: ser chata, sendo que poucos momentos se salvavam. Talvez a maior culpa disso esteja no protagonista, que ficou a maior parte da temporada reclamando de sua vida, tentando se animar através de drogas (é sério isso). Vale citar ainda o uso constante de cenas de sexo totalmente desinteressantes, usadas mesmo com um teor cômico bobo; e toda a trama envolvendo a esposa de Ragnar, Aslaug.


A série ainda caiu em outra falha gigante: forçadas de roteiro. Algumas destas falhas foram realmente gritantes, como Rollo aprendendo a falar francês fluentemente em uma semana, levando sua até então desagradável esposa a querer relacionar-se com ele imediatamente. Infelizmente cabe relembrar aqui o uso de um discurso feminista por algumas personagens que soou incoerente, tendo em vista o período histórico abordado (sei que em toda história existiram mulheres fortes, mas chegar na cara do pai e dizer que vai continuar traindo o marido é sacanagem).


Além disso, a série parece cair em padrões que se repetem desde a primeira temporada, como o fato de sempre aparecer um adversário novo pra Ragnar quando ele vai viajar, querendo tomar seu trono.



EAE, VALE? A quarta temporada de Vikings tem seus pontos positivos, mas estes foram ofuscados por tramas cansativas e momentos absurdos, gerando a dúvida se vale acompanhar dez episódios por algumas poucas cenas empolgantes.


Atos Finais