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quarta-feira, 29 de junho de 2016

O senhor teria um minuto para ouvir a palavra de Mr. Pickles?



Bem, como atarefado que sou – atarefado não significa que faço nada de importante na vida, muito pelo contrário – acabo deixando pra ver muita coisa depois que já passou o hype e as vezes até espero acabar uma série pra assisti-la.

Mr. Pickles é mais uma dessas coisas que eu adiei e que poderiam ter me feito feliz muito antes.


A série, que ainda está na sua segunda temporada, é transmitida pelo Adult Swim, ou seje, os temas são tratados sem nenhum medo de processinhos – e acreditem, eles devem receber muitos.

Na estória acompanhamos o fofo e satânico Mr. Pickles, um Border Collie que é o melhor amigo do jovem Tommy. Entre ajudar o garoto em suas empreitadas, tipo, procurar um ladrão de tortas, sempre consegue achar um tempinho para praticar aquele satanismo maroto e um pouco de mutilação explicita, e no meio da correria ainda acha tempo para deixar o vovô do Tommy com cara de idiota e ser o herói da estória.

Gente, ele é muito fofo.

Só ai já temos uma série com ar de diferentona, mas todo o universo em que ela se passa é divertido. Recheada de personagens que fogem, e também dos que entram, nos estereótipos, como o pai que passa o dia inteiro trabalhando até o mafioso que acaba virando o Pé Grande graças a um programa de proteção a testemunhas – afinal, transformar uma testemunha em um ser mitológico é ou não é a melhor forma de esconder alguém?

E tudo isso em 11 minutos por episódio, dá pra assistir na hora do almoço gente! – come uma asinha de frango e vê um cachorro transando com uma parte mutilada do corpo de alguém.

Talvez nem tanto...

Ah, sim! De forma alguma eu poderia deixar de falar da casinha de cachorro do Mr. Pickles. A melhor casinha do mundo! Um verdadeiro antro da sacanagem e do gore.

Casinha é até sacanagem, são cavernas subterrâneas com várias galerias... espera, acho melhor parar por aqui, pensando bem esse seria um grande spoiler do último episódio da primeira temporada. Vejam por sua conta em risco.

Qualquer um que tenha a “sorte” de não morrer – sim, estou amenizando – nas mãos do Mestre Pickles acaba virando seu servo/criatura/adorno/bichinho de estimação para sua casinha ou talvez um professor de sapateado, e ai tem o privilégio de passar o resto de sua vida neste belo templo que faz até o capeta sentir inveja.

Quero!

Lembra quando eu usei a palavra fofo para definir o Mr. Pickles? Pois é. Um dos grandes méritos da série é conseguir arrancar esse sentimento do telespectador - é tipo quando seu cachorro morde um sapato e depois faz aquela carinha que você não consegue resistir, só que no lugar do sapato temos órgãos humanos.

Enfim, se você não é a melhor pessoa para lidar com cenas fortes, ou é um religioso ferrenho – não se aplica caso você seja satanista - ou ainda, um doido que não sabe diferenciar ficção da realidade, Mr. Pickles não é pra você. Do contrário, aprecie sem moderação.

Vou deixar aqui o episódio piloto legendado, que algum nobre cidadão disponibilizou no YouTube. Tirem suas próprias conclusões:


Atos Finais