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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Alice Através do Espelho


Para fazer a resenha desse filme tive que reassistir ao anterior, que já tinha sumido da minha mente...

Mas antes, vamos para a história original da Alice?

Sendo a obra mais famosa de Lewis Carroll (pseudônimo de Charles Dodgson), Alice in Wonderland é um livro de 1865 e conta a história de uma menina que cai em uma toca de coelho e descobre um mundo subterrâneo totalmente maluco. O livro é apenas uma aventura que acompanha Alice nas loucuras desse mundo (ou de sua mente).

Trough the Looking-Glass and What Alice Found There é a continuação dessa aventura, e saiu em 1871. Neste livro, a menina reencontra velhos amigos e inimigos.

A obra de Lewis Carroll foi adaptada para diversas mídias, porém a mais famosa (e por onde a maioria conheceu essa história) é a animação da Disney de 1951.


Se eu não me engano a animação é uma adaptação que contém elementos dos dois livros e, reafirmando, é apenas uma aventura.

Finalmente falaremos do filme de 2010.


Algumas coisas devemos relevar na adaptação desse clássico; seria quase impossível adaptar o livro para hoje sem uma grande quantidade de CGI. Mas esse ponto é extremamente exacerbado no filme de Tim Burton. É perceptível que os atores estão em um fundo verde atuando com o nada.


Isso deixou o filme com um ar muito "falso" e não me agradou, assim como Episódio 3.

Não me agradou também colocarem o papel de Chapeleiro no colo do Johnny Depp, o que obriga os diretores e roteiristas a transformá-lo em personagem principal. 

Nos dois filmes, a trama gira em torno dele, e não da Alice. Ela pode ser a principal mas o primeiro nome que aparece é do Jack Sparrow Johnny Depp. 

Eu também não entendi a maquiagem bizarra que fizeram nele. 


Bom, vamos enfim à resenha.

Seguindo um desejo expressado no primeiro filme, Alice (Mia Wasikowska) parte no barco de seu pai afim de datar novas terras para o Império Britânico. Ao voltar pra casa, descobre que seu barco foi confiscado e vendido por sua mãe. Em um acesso de raiva, ela foge e encontra Absolem (Alan Rickman) que a guia através de um estranho espelho.

Pela segunda vez ela cai no País das Maravilhas.

Chegando lá a garota descobre que o Chapeleiro Louco está doente e perdendo a cor (?) por achar que sua família ainda está viva (???). Há um pequeno flashback, mostrando que aparentemente eles foram mortos pelo Jabberwocky da Rainha Vermelha. 

A justificativa da trama é o Chapeleiro achar, no meio de uma floresta, o primeiro chapéu que ele fez e deu de presente para o pai. O que significa que ele ainda está vivo, é claro!

Er, bem, vamos lá. 

A partir desse ponto o filme se desenrola em uma trama de viagem no tempo para salvar os pais do Chapeleiro. O que faz Alice bater de frente com o próprio Tempo, este interpretado por Sacha Baron Cohen.

Sim amigos, o antagonista do filme é o Borat


Assim que essa parte começou eu pensei: "Por que ela simplesmente não volta no tempo e evita que o Chapeleiro ache o chapéu, e por consequência fique deprimido e morra?" Enfim.

Como os leitores de Bernard Corwell bem sabem; o destino é inexorável, e Alice descobre que não pode mudar o passado pois ele já está escrito. 

Um dos personagens que mais me incomodou no primeiro filme volta no segundo: A Rainha Vermelha interpretada por Helena Bomham Carter


Agora exilada de seu reino, a Rainha Vermelha vive em outro castelo fora dos limites do País das Maravilhas e é amante do Tempo. A reintrodução desse personagem, que é a fusão de duas rainhas presentes na obra original, é extremamente desleixada e jogada. Além disso, o filme conta a "origem da cabeça gigante" que ela tem, o que causa uma barriga enorme que entedia até os fãs. 

Em uma trama previsível, atuações mornas e personagens de CGI como alívio cômico, Alice Através do Espelho é uma continuação da tentativa de transformar uma simples aventura em um épico. 

Só resta a nota:


Até a próxima!

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