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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mulher-Maravilha Terra 1 está chegando. E aí?


Essa semana chega às comic shop americanas a mais nova empreitada do selo Terra 1 da DC, dessa vez contemplando nossa amada amazona. Escrita por Grant Morrison e trazendo Yanick Paquette nos desenhos, a graphic novel promete reimaginar a origem da Mulher-Maravilha para o público moderno.



A história abrangerá os primeiros momentos da atuação de Diana como super-heroína, começando na Ilha Paraíso, seguido do encontro com Steve Trevor, e seu consequente contato com o “Mundo dos Homens”. As primeiras imagens impressionam, esbanjando todo o talento de Paquette, artista que já trabalhou com o careca em Corporação Batman.


Porém, como já era esperado de nosso polêmico roteirista escocês, vários questionamentos foram levantados sobre a representação da personagem. A imagética das correntes e referências a práticas de bondage estão bem explícitas na arte, o que muitos interpretaram como forma de reforçar o esteriótipo de submissão feminina. Um review antecipado aponta também uma cena em que Hércules abusa de Hipólita, e que, segundo a autora, foi retratado de forma fetichista.



É importante lembrar que a HQ retomará vários conceitos da criação da personagem em 1941, pelo psicólogo William Moulton Marston, que inseriu vários elementos  dominatrix na sua Mulher-Maravilha. Em suas palavras: “dê aos homens uma mulher sedutora e mais forte do que eles e logo estarão dispostos a se tornar escravos dela”. O símbolo maior disso é o Laço da Verdade, inspirado no detector de mentiras inventado pelo próprio escritor. É inegável o tom erótico subliminar dessas edições, e Grant Morrison como bom “guaxinim”, certamente deve ter usado-as como referência.
 
As correntes se quebram
Além disso, nas prévias também é possível ver o momento de libertação das amazonas. E como de praxe, em diversos quadros existem críticas de Diana às hostilidades do Mundo dos Homens e suas “guerras infantis”.

A pergunta fica: Morrison conseguirá usar esses elementos a seu favor e contar uma grande história ou ficará preso ao superficial? Só o tempo dirá.

Que mulher!
Não sou grande fã do autor, porém sua reinterpretação do mito em All Star Superman é meu gibi de herói favorito, portanto, estou ansioso por sua próxima empreitada.

Espero que esse material dê logo as caras aqui em terras tupiniquins, mas se depender da má vontade da Panini e sua demora em trazer o run do Azzarello (de longe a melhor coisa dos Novos 52), é bom não ficar muito animado.

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Por Capitão Bethânia

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