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14 de abril de 2016

Mogli - o Menino Lobo: Resenha


Mogli nunca foi meu filme favorito quando eu era criança. Eu via e tals, mas, se pudesse escolher, iria ver Alladin ou Rei Leão.

Talvez por isso eu tenha ficado tão surpreendido por ter gostado tanto dessa nova versão de Mogli.




Primeiro, caso você nunca tenha ouvido falar de Mogli, sua criança de 10 anos, vou dar um resumo: Era uma vez um menino chamado Mogli, criado por lobos nos confins da Índia (por isso que o filme é Mogli, o Menino Lobo). Ele é acompanhado por seus amigos, o pantera Bagherah e o urso Balu, interpretados no Brasil por Dan Stulbach e Marcos Palmeira, respectivamente.

Na história, Mogli é expulso de sua casa pelo tigre Shere Khan (que eu sempre chamava de Shao Khan), dublado por Thiago Lacerda. Sem um lar, ele deve sair naquela jornada de reflexão e descoberta, repleta de inimigos e adversários e aquela coisa de sempre. Padrão Disney. Só que um Padrão Disney bom.

Agora, a segunda coisa que deve se falar desse filme é que ele é bonito ao extremo. Belo até o último nível. Sério, é impressionante. Soube que todas as cenas foram feitas digitalmente, o que deixa transparecer em algumas horas, mas que não deixa o trabalho de arte menos sensacional.

Quer dizer, olha isso:




Em movimento fica ainda melhor. E, diferente da animação original da Disney, a pegada é diferente aqui. Há a sensação do fantástico, mas também há o medo e intensidade. Tem cenas que as coisas estão extremamente agitadas, e outras que você fica tenso (tipo a apresentação da cobra Kaa (Aline Moraes). Se eu fosse uma criança, com certeza fecharia os olhos (na exibição deixei um olho aberto, MUITO MAIS ADULTO).

Tudo isso gera um filme muito coeso, em que nenhum personagem rouba a cena e que é bem amarrado em todos os pontos, sem nunca parecer ser um filme para crianças. É um filme para toda a família, o que me leva à dublagem. É difícil competir com Idris Elba, Ben Kinglsey, Scarlett Johansson e Bill Murray, mas senti que o trabalho de dublagem aqui no Brasil conseguiu segurar as pontas. Ainda tenho que ver a versão original, mas pela qualidade do elenco, eu diria para você ver a versão legendada.


Por fim, o filme, dirigido por Jon Fraveau (também fiquei surpreso) é uma excelente adaptação do original. Mesmo que ele siga o filme de 67 por quase toda sua narrativa, ele o incrementa em quase todos os aspectos. Altamente recomendado.



Agora... a melhor música do filme não chega aos pés da dublagem original.

Atos Finais