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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Fahrenheit 451 - O triste mundo sem livros



Bem, deve ter, no mínimo, uns dois anos que li a graphic novel de Fahrenheit 451. Essa semana reparei nela na estante onde ficam meus livros e pensei: “Porra, como eu nunca indiquei isso pra ninguém?!”



Então aqui vai minha boa ação desse ano. – Não foi dessa vez Satã!

Fahrenheit é uma obra consolidada, o livro é um best-seller e também possui um filme, naquele estilão inglês de fazer cinema, datado talvez, mas me agradou bastante.

 Na segunda, fogo em Millay; na quarta, em Whitman; sexta, Faulkner. Torná-los cinzas, e depois queimar as cinzas.

Já essa graphic é bem menos conhecida, foi lançada pela Editora Globo e possui uma acabamento bem parecido com um livro comum, inclusive no tamanho, já o miolo traz aquelas páginas brilhantes que estamos acostumados a ver nos encadernados da Panini – “digurpa”, não lembro o nome e estou com muita preguiça para pesquisar. Ah, ela tem 148 páginas, e abaixo vocês podem conferir os preços que achei em alguns sites:




Na estória acompanhamos a rotina de Guy Montag, um bombeiro que adora seu trabalho, mas que um dia acaba criando um certo interesse em um dos livros que está queimando – já falei que no futuro distópico de Fahrenheit 451 os bombeiro não mais apagam fogo mas sim queimam as coisas, isso é muito foda!

Os traços e a quadrinizarão de Tim Hamilton casam perfeitamente com o texto, embora possam afastar pessoas mais acostumadas com quadrinhos de super-heróis. 


Por fim, a graphic tem autorização, participação e um prefácio de Ray Bradbury, autor do livro original. O que garante que a essência da obra está nessa HQ.


Ah! Mas o que te faria gastar o seu suado dinheirinho – ou não – nessa HQ? Bem, deixo aqui alguns questionamentos que me moveram, e que provavelmente também atiçaram a curiosidade de Montag e o fizeram arriscar seu casamento, emprego e toda sua vida social.

Por que motivo começamos a proibir livros?
Quais “segredos” tais livros escondem?
Por que pessoas ainda arriscam a vida para ler um livro?

Ele viria aqui e queimaria a casa e a “família”. Isso é horrível! Por que ler? Para quê?

Poderia citar mais alguns questionamentos que rolam durante a leitura, mas estou fazendo o possível para não entregar muito da estória, e acreditem, apesar da quantidade de páginas, o autor consegue apresentar uma ótima construção de mundo, entre outras coisas. Então, corram pra ler isso.

Nota: 9/10 panquecas. 

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