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22 de abril de 2016

A última pá de cal na Vertigo?



Lembra quando a Vertigo era sinônimo de qualidade? Até pouco tempo atrás, o jovem eu poderia ir sem medo a uma banca ou sebo ou livraria ou afins e comprar qualquer gibi com o símbolo da Vertigo sem medo. Hoje, é preciso checar se o material publicado é coisa dos tempos áureos do selo ou coisa mais recente e de qualidade duvidosa.





Afinal, o que é essa tal de Vertigo? É um selo da DC para quadrinhos adultos criado em 1993 na esteira do sucesso de séries como Sandman, Monstro do Pântano e Homem Animal. Essas obras, e muitas outras, deixaram de fazer parte do universo tradicional da DC Comics e passaram e ter seu próprio universo (ou não, sei lá). Dali, saiu muita coisa boa que ainda saem em bancas brasileiras, como Hellblazer, Fábulas e O Inescrito.

Quando surgiu, o selo era capitaneado por Karen Berger, a quem pode se creditar grande parte do sucesso das histórias publicadas. Só que o moça foi limada do cargo em 2012 e viu sua braço-direito Shelly Bond assumir as funções de vice-presidente e editora executiva. O selo teve uma sobrevida, que ainda dura, sob a batuta da nova chefe.

Bond... Shelly Bond!

Mas não é que a DC está mesmo empenhada em destruir a Vertigo? Depois de roubar para si alguns personagens que estavam no selo há anos, como Monstro do Pântano e Constantine, a editora parece que quer sepultar de vez o selo, que já foi uma das coisas mais relevantes publicadas no mercado americano. A DC Entertainment simplesmente eliminou o posto de Shelly Bond e tacou a vice-presidente na rua.

A partir de agora, quem fica responsável por esse latifúndio são os queridos Dan Didio e Jim Lee, que se já não bastasse estarem bem atarefados, não vêm fazendo um trabalho tão brilhante assim. Virtualmente, a Vertigo não acabou. Está mais para o famoso “morreu, mas esqueceram de enterrar”.

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