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28 de março de 2016

Osamu Tezuka: Recomendações de Leitura

Alou!
Aqui é o Capitão Bethânia (@capitaobethania), novo colaborador do PdI. Como primeiro post, acabei fazendo algo um pouco mais completo, portanto joguei a regra das quatro linhas (ou parágrafos) pra casa do caralho. Mas espero que tirem um tempinho pra ler e comentar se possível. See ya!

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Osamu Tezuka é a pedra fundamental da indústria japonesa de quadrinhos como a conhecemos hoje. Nascido em 1928, desenvolveu sua obra durante as décadas de 50 a 80, tendo escrito mais de 150.000 páginas, além de trabalhar em cerca de 60 projetos de animação. Contudo, muito de seu material nunca foi traduzido, e boa parte dos leitores brasileiros ainda desconhecem seus mangá.

O autor é conhecido pela alcunha de “Walt Disney japonês”, sendo este animador uma de suas maiores inspirações. A narrativa ágil, movimentos exagerados, e personagens caricatos com olhos grandes e expressivos são marca registrada de seus mangás, frequentemente abordando temáticas como preservação ambiental, desenvolvimento e pacifismo.

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No Brasil, já tivemos publicações suas lançadas pelas editoras JBC e Conrad, e atualmente a NewPop tem feito um belo trabalho, do qual recomendarei 3 mangás, por serem mais facilmente acessíveis.

Antes disso, é importante frisar que essas obras são produtos de seu tempo, portanto, várias das representações caricatas, especialmente de povos negros e do sudeste asiático, podem ser ofensivas ao leitor. O contexto histórico do material deve ser levado em conta para sua plena apreciação.

Células sintéticas, caos urbano, vida artificial. Metrópolis é uma história de ficção científica bem aos moldes do gênero na década de 50, podendo até ser chamada de “um Astroboy trágico”. Apesar de existir um filme homônimo de 1927, dirigido por Fritz Lang, Osamu Tezuka afirma ter visto apenas um pôster em uma revista, de onde teria tirado a ideia da garota-robô. Em volume único, é uma boa porta de acesso para quem ainda não sabe por onde começar.
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Partindo para a comédia, temos aqui meu favorito do autor. Completo em 3 volumes (o último ainda não publicado no Brasil), o mangá narra a história de um Drácula atrapalhado e sua filha vivendo no Japão moderno. Com piadas dinâmicas e personagens carismáticos, a arte exagerada brilha, e é impossível não cair na gargalhada ao ver nosso famoso vampiro falhar em seu ataque e acabar DOANDO SANGUE para sua vítima (é sério, e isso já no primeiro capítulo).
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Viajando agora para o Japão feudal (sim, esse cara escreveu de tudo), temos uma história de aventura acompanhando Hyakkimaru, um garoto que teve partes de seu corpo oferecidas a 48 demônios por seu pai; e Dororo, um ladrãozinho que o segue. Recheado de violência e com pitadas de terror oriental, é uma boa pedida para um público mais maduro.
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