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21 de março de 2016

House of Cards - 4ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, galera, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar sobre a quarta temporada de House of Cards. Vamos lá:




ENREDO: como vimos no fim da temporada passada, Frank Underwood, atual presidente dos Estados Unidos (não por eleição popular...), está concorrendo a candidato definitivo à presidência pelo partido Democrata. Porém, no meio dessa disputa, ele acaba entrando em desavença com sua esposa, Claire Underwood, que decide separar-se de Frank.

No início dessa temporada continuamos a ver Claire buscando alcançar poder político pra si mesma, contando com a ajuda de novos e velhos aliados, mesmo que para isso precise enfrentar Frank. Porém, um evento inusitado que coloca a vida de um dos Underwood em risco os leva a perceber que podem conquistar muito mais estando juntos.


Assim, Frank e Claire, agora unidos não só no casamento, mas politicamente também, começam a corrida para conquistar a presidência definitivamente. Neste caminho encontram obstáculos, como o carismático candidato republicano Will Conway; as relações internacionais conturbadas por causa de um novo grupo terrorista; matérias jornalísticas sobre o passado criminoso dos Underwood; etc. Muitos problemas a serem enfrentados, de fato, mas Frank e Claire não planejam demonstrar fraqueza diante de tais desafios...



PONTOS POSITIVOS: nessa temporada muitos esperavam ver Frank VS Claire, e os episódios iniciais, que mostraram esse embate, foram excelentes. Se Claire planejava se candidatar a algo, Frank sugeria outra pessoa; se Frank daria um grande discurso, Claire soltava uma matéria bombástica pra denegri-lo. No fim, vimos duas pessoas poderosas sem limites.


Porém, se vê-los brigando já estava ótimo, melhor ainda foi ver os Underwood trabalhando juntos, após uma impactante tragédia que os reúne. Dessa vez vemos Frank e Claire mais unidos e implacáveis, sempre focados no grande prêmio, sem dar espaço pra sentimentalismos bobos na relação (concordam até que, se querem isso, que busquem em outras pessoas).

Se os dois protagonistas já estão ótimos, vale citar o grande rival deles à presidência: Will Conway (que é muito mais interessante que Heather Dunbar, rival de Frank à candidatura democrata). Enquanto sabemos que os Underwood jogam muito com ameaças e golpes sujos, Conway busca transparecer que sua vida e a de sua família é um livro aberto, conquistando todos com um grande carisma.


Por fim, vale fazer um resumo de alguns excelentes momentos da temporada: Claire VS Frank; tragédia que reúne os Underwood; Claire controlando o vice-presidente americano, e debatendo com o presidente russo; Frank e Claire trabalhando juntos, em especial na construção de discursos; casal Underwood pra presidente e vice; Frank e Will conversando; o final (eles DOIS tão olhando pra mim, mamãe!); etc.



PONTOS NEGATIVOS: é preciso começar falando do Doug, o assistente do Frank. Se na temporada passada tentei defendê-lo, nessa ele não passa de um cara pouco profissional, que fica atacando qualquer um que mostre um bom serviço além dele. Se não bastasse, ele agiu de forma amadora no fim da temporada, se envolvendo em um plot que claramente só servirá pra ser usado contra os Underwood no futuro.


Além disso, alguns outros personagens secundários de longa data não foram muito bem utilizados: Remy e Jackie foram totalmente desinteressantes; Freddy e seu ataque de raiva meio inesperado; a pesquisa jornalística de Tom Hammerschmidt, que apesar de ser bacana por intimidar Frank gera a questão de como as anteriores tentativas de outras pessoas não deram em nada; etc.

Por fim, vale citar que, apesar da cena final ter sido surpreendente, bateu um certo cansaço por novamente estarem finalizando uma temporada que continua com a corrida presidencial sem ter um desfecho.



EAE, VALE? apesar do final inconclusivo e de personagens secundários desinteressantes, a quarta temporada de House of Cards foi ótima, mostrando que, se a briga entre os Underwood vale ser vista, igualmente interessante é vê-los trabalhando juntos, em plena harmonia, prevalecendo sobre tudo e todos.


NOTA: 9/10

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