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23 de março de 2016

A Morte da Luz, do procrastinador George R.R. Martin

Tudo bem, pessoal? Como é que está essa força? Invadi recentemente o quartel general do Ponto de Ignição com minha nave e fiz alguns reféns que prometi só liberar se eles me desses um espacinho para fazer sobre ficção científica. Então, aqui estou eu. Assumo totalmente a culpa pela qualidade do texto. E tratem de se comportar para que eu não precise utilizar minha pistola laser.

Sabe aquele livro que não te abandona depois que você vira a última página? Pois é... A Morte da Luz é um desses. Assinada por George R.R. Martin, o velhinho que ninguém quer que morra, fica um gosto amargo na boca ao saber que ele pretende escrever sete livros das Crônicas de Gelo e Fogo, mas não voltou àquele universo incrível.

"Oi, você quer ser meu amigo?"

A história não é muito complexa. Em um planeta chamado Worlorn, que está morrendo pois se distancia cada vez mais de sua estrela, um camarada chamado Dirk T’Larien procura sua antiga namorada Gwen Delvano que, pelo que ele entendeu, estaria precisando de ajuda. Gwen está casada com um membro da raça Kavalar, que parece ter uma cultura ao mesmo tempo muito esclarecida e bastante opressora. E é isso.

O livro ganha o leitor na introdução dessa cultura. Quando Dirk chega a Worlorn e se envolve com os Kavalarianos, tanto personagem quanto leitor não conhecem nada sobre os ritos e costumes daquele povo. No entanto, enquanto as páginas avançam, Martin constrói tão bem a história e a cultura de Kavalar que você se sente um especialista no assunto e fica ávido por aprender cada vez mais.

Outro ponto interessante do livro é o próprio planeta. Worlorn foi colonizado para receber um festival que reuniria diversos povos. Cada um deles construiu uma cidade lá, com as características de seus próprios planetas. No ponto em que a história ocorre, o festival já é uma lembrança distante e a grande maioria das cidades está deserta. Isso reforça ainda mais a ideia de que Worlorn está morrendo e os Kavalarianos estão indo junto.



Comparativamente, acho A Morte da Luz uma história mais competente do que os livros que inspiraram a série Game of Thrones. É um romance enxuto, com personagens cativantes. Se você já odeia o autor o suficiente por não escrever os dois últimos livros das Crônicas de Gelo e Fogo, corra para ler A Morte da Luz. Você vai odiá-lo com muito mais força por ter te dado um gostinho daquele universo e tê-lo abandonado completamente depois.

Nota 4/5



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