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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Opinião Fecal - Como o mobile não matou os consoles


E ai piranhas... vamos falar de joguinhos?

Durante a transição da geração anterior para a atual, e isso vale também para a renovação dos portáteis, o burburinho acerca do sucesso dos novos consoles foi gigantesca. A indústria mobile estava em um período de ascensão.

A consolidação de empresas como Gameloft, que copia cria jogos com uma experiência similar do que vemos nos aparelhos dedicados, como: N.O.V.A, Modern Combat e Asphalt, ou até mesmo a Rovio com o sucesso estrondoso de Angry Birds, chamaram a atenção da indústria, ao mesmo tempo em que analistas anunciavam o fracasso da geração que estava por vir. Enquanto um game para Smartphones atingia um público muito maior, com um custo de produção bem menor, os jogos para consoles chegavam a custar mais que alguns filmes hollywoodianos de grande orçamento.

Need for Speed No Limits, para Android e iOS, conta com gráficos melhores que muitos jogos da geração de consoles passada.
O que afirmava ainda mais que a indústria "clássica" de consoles estava morrendo foi o sucesso estrondoso do Wii, que não entrou na batalha dos gráficos com seu hardware modesto, mas tentou inovar na jogabilidade  e apelar para um publico mais casual.

A nova geração ficou cada vez mais próxima e a expectativa dos mais aficionados era alta, afinal a geração que se esvaia teve seus altos e baixos, com sucessos e decepções, que aconteceram, por exemplo, com aparelhos como Kinect e PS Move.

O Wii U chegou em 18 de novembro de 2012, e como primeiro console da nova geração apostou na segunda tela presente eu seu controle como um diferencial para os jogadores, além de fixar que os controles que fizeram tanto sucesso no seu antecessor permaneceriam funcionando nele. Bem, a época dos jogos controlados por movimento passou e a tela no controle decepcionou uma parcela dos gamers, seja pela durabilidade da bateria do controle ou pela (in)utilidade na maioria dos jogos, claro, além de ter gráficos próximos ao que era visto na geração anterior.

O console virou piada, apesar de ter lançamentos de sucesso desde seu segundo ano no mercado até os dias de hoje.

Quase um ano após o lançamento do Wii U seus concorrentes chegaram ao mercado, o Xbox One em 22 de novembro de 2013 e o PS4 em 15 novembro de 2013. Eles chegaram com configurações de hardware bem parecidas, mas superiores às do Wii U.

No primeiro ano de ambos os consoles nós gamers - eu nem tanto porque sou pobre, ai já viu né, tem que esperar uma geração chegar no fim pra comprar o console da outra -  vivemos de promessas  e desastres, alguns jogos multiplataforma, como Shadow of Mordor, ainda seguraram os que adquiriram as maquinas no inicio de suas vidas, mas foi em 2015, principalmente após os anúncios da E3 do mesmo ano, que as vendas despontaram, o PS4 sem grandes periféricos e o XOne apenas com o Kinect, mas agora focado bem mais na assistência pessoal do que nos games, assumiram suas posições no ranking de vendas.

Witcher 3 é um dos grandes sucesso dessa geração.
Mesmo o mercado apontando para um lado mais casual, móvel e de que os consoles teriam que ser mais que consoles, como visto principalmente no caso do XOne, eles precisavam ser apenas consoles com bons jogos, ou melhor dizendo, com boas promessas.

O mercado de games é muito vasto, e mesmo que todas as probabilidades apontem para uma direção diferente, é bem difícil que uma mudança brusca como o fim desses dispositivos que tanto amamos ocorra de uma geração para a outra.

O sucesso dos consoles está ai, aliás, com muitas promessas para os atuais e a próxima geração já começa a engatinhar com o Nintendo NX. O que realmente tivemos foi uma ultima demanda de bons jogos e ótimas promessas, boa integração com os dispositivos moveis e as redes sociais, que talvez ainda careçam de mudanças, mas que com certeza ficarão cada vez melhor.

Sim, caro leitor, tivemos baixas em relação a indústria AAA dos games bjo, Konami mas isso é tema para uma outra cagação de regra.

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