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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Você deveria jogar Bloodborne


Sexta passada, depois de quase cinquenta horas de gameplay, eu consegui platinar Bloodborne. Já jogo videogames faz alguns anos, mas as emoções que Bloodborne me fizeram passar são quase que... primais. Viscerais. É o ápice da concentração selvagem que poucos jogos conseguem causar. Veja, por exemplo, este vídeo de uma luta contra um chefe chamado Pthumerian Descendant.



(Adendo: foram quatro horas nesse escroto. Isso explica a minha reação quando o matei).

Existem vários chefes nesse jogo, mas acho que poucos encapsulam perfeitamente a experiência Bloodborne quanto esse. É uma luta agitada, ferrenha, agressiva e que qualquer erro por causar a morte. E, acredite, não conheço muitos jogos que te proporcionem o êxtase, o clímax que é fornecido aqui quando o chefe finalmente tomba.

Veja, tem muitos textos de Bloodborne na internet. Textos muito mais completos, detalhados e bem-entendidos do que eu posso escrever. Quando eu pensei em escrever sobre esse jogo, pensei em como fazer algo que fosse diferente (e que eu conseguisse fazer). Acabei voltando para a ideia de que, para mim, videogames podem ser analisados pela emoção. Diferente de outras formas de arte, joguinhos necessiam de total participação do consumidor, gerando uma ligação homem-máquina que fornece um ambiente ideal para a ligação entre a arte e o usuário.


E, acredite, Bloodborne vai te fazer passar por diversas emoções. Raiva, em sua maior parte. Tensão. Medo. Uma grande vontade de gritar FILHO DA PUTA e jogar o controle para longe. E, finalmente, a vitória. Essa é uma sensação já familiar, mas é tão primal nesse jogo que sua experiência parece distinta das demais.

 Bloodborne faz com que você lute contra bestas de diversos tipos, e para isso, você precisa se tornar uma delas. É um tema bastante forte no jogo, a diferença entre caçador e caça, mas o próprio gameplay te ajuda. Ele é mais rápido do que os outros da série Souls, menos defensivo e mais ofensivo, menos metódico e mais instintivo. Existe aquela sensação de nirvana, onde seu estado de concentração é tão intenso que parece que não tem mais nada do mundo.


Então, sim, você deveria jogar Bloodborne. Esteja preparado para passar por cima das dificuldades, disposto a bater a cabeça na parede até ter total entendimento de todas as nuâncias de seu personagem e do mundo ao redor e não desista. A dificuldade apenas torna a vitória mais saborosa.

 E esteja preparado para ceder aos instintos primais. Digo, o máximo que você consegue segurando um pedaço de plástico e fazendo um bonequinho mexer na tela.

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