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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Bates Motel - 1ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, chuchus, beleza? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos falar da primeira temporada de uma série baseada no clássico filme Psicose: Bates Motel. Vamos lá: 



 Enredo: a série é um prequel de Psicose, mostrando o que levou o jovem Norman Bates a se tornar o assassino do clássico filme de Alfred Hitchcock. Porém, apesar de se passar antes do filme (ambientado na década de 50, mais ou menos), resolveram dar uma modernizada na série, que se passa nos tempos atuais (quase todo mundo tem Iphone, por exemplo). Nossa amada Wikipedia chamou de “prólogo contemporâneo”.

(pra quem não sabe o que acontece no filme Psicose: uma mina lá se hospeda em um motel de beira de estrada, que é propriedade de Norman Bates e de sua mãe. A mãe fica com inveja de Norman com a mina. Certa noite, a mina é assassinada no tal motel pela ciumenta mãe de Norman. Aí, uns chegas da mina vão investigar e, no final, descobrem que Norman Bates matou a mina. E mais: a mãe de Norman já havia morrido, mas ele era louco, e acreditava que ela estava viva e mesmo que era ela, inclusive cometendo o assassinato vestido como a mãe)



Mas voltemos ao começo da série: Norman Bates é um jovem de 17 anos, e está se mudando junto com sua mãe, Norma Bates, para a pequena cidade costeira de White Pine Bay. Após ter seu pai/marido morto em um acidente, Norman e Norma estão indo para esta nova cidadezinha começar uma nova vida. Lá, Norma compra um motel de beira de estrada, que passa a se chamar Bates Motel.



Porém, a vida na cidade não é tão calma como Norma e Norman imaginavam: primeiramente, os dois têm que lidar com Keith Summers, um velho bêbado encrenqueiro da cidade que era o antigo dono do motel, e que não aceita que sua antiga propriedade tenha sido comprada por Norma. O problema só aumenta quando Norma descobre que Keith era amigo do xerife Alex Romero e de Zack Shelby, dois policiais da cidade.



Além disso, Norman e Norma têm que lidar com a chegada de Dylan, o rebelde filho mais velho de Norma de um antigo relacionamento, que só foi atrás da mãe pois não tinham nenhum outro lugar pra ficar. Com o tempo, Dylan e Norma vão descobrindo que a cidade que eles consideravam pacífica é um centro de atividades ilegais, como venda de drogas.



Se a cidade já não era o esperado, Norman ainda acaba descobrindo com Emma, uma amiga que ele conheceu na nova escola, que a cidade é ponto de tráfico de escravas sexuais orientais (!!!). Com o tempo, eles vão descobrindo quem são os responsáveis por isto, enquanto outras pessoas se envolvem na história (seja pra ajudar a dar um fim neste comércio ilegal, seja pra se aproveitar dele).


Porém, não podemos pensar que a vida de Norman e Norma é agitada só por causa da nova e complicada cidade em que resolveram morar: vamos vendo como a relação entre a mãe e o filho é naturalmente bizarra e complexa, e é neste ponto que vamos realmente entendendo como se formou o Norman Bates do filme Psicose...



Pontos positivos: comecemos com o fundamental: a série nasceu pra mostrar como se formou a personalidade de Norman Bates, um jovem louco e obcecado pela mãe no filme Psicose, e neste ponto a série é perfeita.



Norman é um jovem adorado pelas mulheres e muito inteligente, tendo tudo para ter a vida perfeita. Porém, em todo momento ele é protegido pela mãe, que parece querer ter o filho só para si (o que é aceito pelo garoto, de certa forma). Porém, em vez de parecer que a loucura do garoto é gerada por esse super-protecionismo, vamos vendo que, na realidade, Norma busca proteger o filho pois ele já tem sinais de loucura naturais dentro de si. Assim, fica esta relação circular entre a proteção da mãe e a loucura do filho.



Mas não é como se Norma não tivesse seus próprios traços de loucura, que acabam passando pelo filho, como sua tendência de negar certos fatos da realidade, querendo que tudo seja da sua maneira (sendo, inclusive, extremamente dramática para que lhe obedeçam). Além disso, a proteção dela com Norman também acaba se traduzindo numa proteção igualmente doentia do garoto pela a mãe (virando algo quase incestuoso). Basicamente, a série trabalha muito bem esse aspecto psicológico dos dois protagonistas (aliás, os atores que fazem Norman e Norma são excepcionais).


Fora isso, vale citar outros personagens muito bons da série, como Dylan, o filho rebelde de Norma que aos poucos vai mostrando que se importa com a mãe e principalmente com o irmão; Emma, a amiga de Norman que é apaixonada por ele; Alex Romero, o xerife da cidade que não sabemos ao certo se é corrupto ou não; etc.




Pontos negativos: como deu pra ver pelo enredo, apesar da série focar-se principalmente na relação entre Norman e sua mãe, a série também tem muitas tramas paralelas. Não são tramas ruins, mas que parecem estar fugindo muito do material original.



Além disso, em meio a tantas tramas complexas (tráfico de drogas; mercado de escravas sexuais), deu vontade de ver mais da vida comum da cidade, do cotidiano normal da família Bates (nem os primeiros hóspedes do Bates Motel são pessoas comuns, mas sempre têm uma história complicada). O pior é que muitas vezes uma trama paralela já emenda em outra, sem parecer que os personagens podem viver normalmente (morreu um assassino louco na quarta? Na quinta chega outro. Este outro morreu na sexta? No sábado eu mato alguém...).




Eae, vale? Apesar de ser repleta de subplots - alguns até complexos demais -  Bates Motel acerta em mostrar um elenco de personagens cativantes e interessantes, em especial Norman e Norma Bates, o filho e mãe que devem ter uma das relações mais bizarras já vistas – e que por isso mesmo vale ser acompanhada.



Nota: 8/10

“Série; gênero: drama, mistério, suspense; duração: 45 minutos por episódio; 10 episódios; transmissão original: 2013; emissora americana: A&E; emissora brasileira: Universal Channel & Rede Record (& Netflix)” (fonte: Wikipedia, claro)

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