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10 de agosto de 2015

Quarteto Fantástico - É tão merda assim?


Infelizmente sim... Mas não tanto! 
Calma que eu explico...

Estava eu, em uma sexta feira chuvosa em São Paulo, de bobeira no shopping comprando uns quadrinhos quando pensei assim: "por que não?" 

Como tinha um ingresso de graça, resolvi conferir o filme, pra ter certeza se era tão ruim assim como todos estão falando. 

Vamos a análise?

Primeiramente, o roteiro.

A história começa mostrando um pequeno Reed Richards. Um garoto super dotado que já inventou o TELEPORTE, na garagem de casa, veja só você... Ele acaba ficando amigo de Ben Grimm, por ser da mesma sala que ele. Cortando para o futuro, eles apresentam o protótipo já funcional da máquina de teleporte... Nesse ritmo, Reed é mostrado como um gênio superdotado, daqueles de filmes de verão onde o cara é zoado e suas experiências dão errado em algum momento, causando altas confusões.


Na Feira de Ciências de seu colégio, Reed conhece o Dr. Franklin Storm e sua filha gostosa e adotada, Sue Storm. A relação de Franklin e Sue não é desenvolvida, muito menos com Johnny, que aparece como um rebelde sem causa, mas com um QI altíssimo e habilidades construtoras bem convenientes. 


Então, o Dr. reúne esse time batuta junto com um gênio problemático (mais um estereótipo) Victor Von Domm, que é latveriano mas não possui nenhum sotaque e mais parece um yanke safado. O cara é péssimo... Tanto como Dr. Destino, quanto ator. O motivo dele ser o vilão no fim do filme é explicado dessa forma: "eu não gosto de pessoas". Só... Nunca pensei que sentiria falta do outro Destino. E outra, o cara tem olho junto, o que denota mal caratismo.



Com a junção dessas 4 mentes (sem Ben Grimm, que é resumido a um RedNeck qualquer), o Dr. Storm desenvolve um teleportador, que garantirá uma visita ao "Planeta Zero", que de acordo com eles, teria uma fonte de energia inesgotável que salvaria a Terra. 

Ta aí, porque não confiar em uma substância que ninguém sabe o que é? Eles nem se dão o trabalho de explicar o que é aquela merda verde... 

O que acontece é que o Destino, sem nenhuma explicação enfia a mão na amoeba verde, o que desencadeia um terremoto no Planeta Zero, contaminando os quatro que estavam lá (Reed, Johnny, Ben e Victor, depois de uma noite de bebedeira... Sim, acredite). 

O filme é bem bacana nessa parte, onde mostra os poderes de cada um sendo como fenômenos incontroláveis. Victor Von Doom fica preso no Planeta Zero, o que dá margem aos outros personagens voltarem para buscá-lo. 


Surpreendentemente, a única coisa boa do filme é exatamente o Coisa! O CGI ficou muito bom, e a personalidade dele arranha à das hqs, de rancor à Reed Richards. 

Sue Storm fica completamente rasa, sem nenhum carisma. Ela se resume à geek gostosa e tem mais relevância quando está sem os poderes. 

O Tocha Humana é um babaquinha, e não tem motivo nenhum dele ser negro, foi bem gratuito como todos já esperavam.

Reed Richards não convence como uma das maiores mentes do universo Marvel, apesar do garoto mandar bem na atuação. 

Sem mais delongas, conclusão:

O filme é ruim... Mas não tão ruim quanto estão falando. Achei melhor que os dois anteriores, mas isso não quer dizer nada.

O que acontece é que o filme é bem lento, cheio de clichês e acaba de uma maneira estúpida e rápida. Sem resolução. 

Nota: 4,0



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