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21 de julho de 2015

(Posts dos Leitores) Tem Que Ler: The Private Eye (Por Ultra Badernista)

Olá marvecos que estão com o bumbum doendo desde o dia 11/07! Calma, fiquem tranquilos que eu não vou chutar cachorro-morto, sou um cara cordato que sabe respeitar a dor alheia...


Inspirado pela recente profissionalização desse muquifo ( e seguindo conselho do meu departamento jurídico para ganhos futuros) resolvi escrever mais um “ Tem Que Ler” para o ex-HDL.  Dessa vez não é sobre  Marvel ou  DC e sim sobre  The Private Eye um quadrinho digital independente do escritor Bryan K. Vaughan ( de Y, O último Homem, Ex Machina)  e do desenhista espanhol Marcos Martin (Demolidor).
Se em “Y” Vaughan parte da idéia de um mundo sem homens, em Private Eye o autor parte de uma premissa até mais interessante nos dias atuais: Imagine um futuro em que o armazenamento nas nuvens (ou CLAUDE se você quiser parecer descolado) e a internet simplesmente foram para as picas, mas não sem antes tornar público todas e as fotos,  vídeos, email e arquivos pessoais de todo mundo.


Essa catástrofe transforma completamente aquela sociedade fazendo que ela pareça exatamente o reverso da nossa atual. Se hoje em dia as pessoas fazem questão de se “exibir na internet”, se preocupando mais em filmar um show para publicar no Facebook ao invés de curti-lo ou tirar a melhor foto de comida para o Instagram ao invés de come-la, no futuro da série de Vaughan as pessoas saem de casa vestidas com as mais bizarras fantasias e fazem de tudo para ocultar sua verdadeira identidade. Afinal não há mais segredos, sem se disfarçar  a pessoa pode sair na rua e alguém gritar: “Olha! Não é aquele cara que tinha 2 TB de hqs do Liefeld no Dropbox?”.

Como conviver com tamanha vergonha?

Outro ponto alto (além da arte foda de Martim e das cores de Muntsa Vicente) da série é o avô do protagonista, que passou parte da sua vida na “Era da Informação”e ainda  sofre pela ausência da “rede mundial de computadores”. Você vai se identificar muito com ele  ao lembrar de sua reação quando está sem cobertura de 3G e sem uma uaifazinha para sugar.E provavelmente rir de si próprio.


E como se todas essas qualidades não bastassem para fazer a leitura da série um dever cívico, The Private Eye ainda inovou em seu modelo. Vaughan e sua turma criaram um modelo de distribuição “ pague quanto quiser” através do site Panel Syndicate. E esse “ quanto quiser” pode até ser U$ 00,00 tanto para as edições separadas quanto para a compilação de 2 volumes com toda a série .E ela já foi toda traduzida para o português pelo Erico Assis

Por isso não me venha com desculpas! Você pode ser baixa-renda, pode ser um filhadaputa que acha que a série não vale um Obaminha e pode ter um inglês pior que o do Joel Santana!
Mas tem que ler The Private Eye!






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