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20 de julho de 2015

Momento Flávio Cavalcante #3 - Sonic Highways (Foo Fighters)


Ah, vocês acharam que iam se livrar facilmente dessa infame coluna? Pois estavam enganados. Sei que prometi publicar a resenha na semana seguinte da que eu fiz avaliando o disco do Royal Blood, mas a preguiça, digo, os contratempos da vida moderna me impediram. Então, retornando de onde parei, hoje vou decidir se dou (ui) ou não umas belas marretadas no disco Sonic Highways, do Foo Fighters.
Nesses mais de 20 anos de estrada da banda, acompanhamos a evolução de Dave Grohl de baterista do Nirvana a um dos maiores representantes do rock da atualidade, tocando em festivais ao lado de lendas como Joan Jett, Jimmy Page, Rick Nielsen, Brian May, Paul McCartney, dentre outros. Um verdadeiro apaixonado pelo gênero, quase que um representante das pessoas que compõem a platéia de grandes espetáculos, que fora convidado a subir ao palco pra tocar com sua banda de coração.



O disco Sonic Highways, por exemplo, não trás nada de novo e desafiador a carreira de sua banda, mas não deixa de ser uma verdadeira ode ao rock, uma aclamação de quem escuta música há anos. A primeira faixa, Something From Nothing, é um hard rock melódico, que se rende a explosão das guitarras ao final da faixa, e que trás a participação justamente de Rick Nielsen, lendário guitarrista do Cheap Trick.
Na faixa seguinte, The Feast and the Famine, escutamos ecos da carreira da banda, fazendo lembrar um pouco canções como Generator ou Breakdown. A música trás também a participação de um outro músico, dessa vez o Peter Stahl, ex colega de banda de Grohl, o Scream. Congregation é outra faixa descompromissada e alegre, que soa um pouco parecida com Time Like These. What Did I Do?/God As My Witness é um powerpop estilo Cheap Trick, com uma pegada similar a The Raspberries, passando até pelo Queen.
Outside e In the Clear lembram muito as canções do álbum anterior, o Wasting Light, com riffs poderosíssimos. Subterranean é a canção mais intimista do álbum, feita sob encomenda para acender velas/luzes/celulares durante o show. I am A River, a canção mais longa do disco, é uma balada mais orquestrada, um desfecho lento, porém adequado para um álbum que flerta com instrumentos clássicos.
Ao todo, Sonic Highways não é o disco mais ousado da carreira da banda. O grupo permanece em sua zona de conforto, porém ainda fazendo canções que agradam nossos ouvidos, ao mesmo tempo que reverencia outros representantes do rock do passado. O disco merece ser quebrado? Absolutamente não. Merece ser ouvido em loop e celebrado, ainda mais em uma época em que o rock custa a chegar e agradar o mainstream.
Bem essa foi mais uma resenha para o Momento Flávio Cavalcante. Prometo voltar depois das férias com mais análises de disco, de preferência os que foram lançados este ano. Portante, inté!

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