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23 de junho de 2015

Vikings - 3ª temporada

Pois bem, pois bem! Eae, adoradores de Sif, beleza? Aqui quem fala é Cícero Badernistason, e hoje vamos falar da terceira temporada de Vikings. Vamos lá:





(dessa vez não tem "enquanto isso, nas temporadas passadas...")

FICHA TÉCNICA: isso é coisa de Wikipedia... mas resumindo, é uma série de 2013 do History Channel, do gênero drama-ação-histórico, e mostra a história de Ragnar, um guerreiro viking que é pioneiro nas viagens (e saques) para a Inglaterra e outros lugares. Enquanto isso, vamos vendo a história dos membros da aldeia de Ragnar, dos seus vizinhos nórdicos e dos povos invadidos, sendo muitos destes importantes figuras históricas.




TRAMA: na última temporada, vimos Ragnar se estabelecendo como rei de sua região (não que isso faça dele um cara muito poderoso, pois ainda depende da força de seus vassalos). Porém, ele prefere passar mais tempo viajando do que em sua vila (Kattegat), discutindo com sua esposa Aslaug.

Aslaug e Ragnar

Nessa temporada, Ragnar investe em duas expedições (cada uma focando em cada metade da temporada, que ao todo tem 10 episódios): a primeira trata dele fortalecendo suas relações com Ecbert, rei de Wessex (principal reino inglês da época), lutando por ele em troca de terras cultiváveis.
 
Ragnar e Ecbert

Isto leva Ragnar a entrar com conflito com vários de seus homens, principalmente Floki, pois estes acham que, ao relacionar-se amigavelmente com os ingleses cristãos, Ragnar estaria atraindo a ira dos deuses nórdicos. Porém, Ragnar acha essa visão exagerada, até porque seu melhor amigo é Althestan, um antigo monge cristão.

Floki, Althestan e Ragnar

Além disso, Ragnar prepara com a ajuda de Althestan um saque à Paris, que é liderada pelo imperador Charles, neto do grande Carlos Magno. Porém, Ragnar encontra alguns problemas nesse plano, envolvendo desde questionamentos à sua autoridade até possíveis traições...

Princesa Gisela e imperador Charles, de Paris



PONTOS POSITIVOS: Vikings é uma série muito interessante pra mim por seu lado histórico, e isso se mantém nessa temporada. É muito bacana ver a história de personagens que realmente existiram (apesar de algumas mudanças), e como era seu estilo de vida.

Porém, mesmo com esse lado verossímil, a série abre bastante espaço pra mostrar a crença religiosa dos personagens, traduzindo mitologia em realidade (fazendo isso tanto pra religião nórdica quanto pra cristã).



Outro ponto positivo foi o ritmo da temporada, que prendeu muito. Vi os dez episódios um atrás do outro, praticamente, pois a série sempre nos deixa ansiosos pra saber qual é o resultado de um momento tenso (ou de momentos de tensão sexual, que estão distribuídos por toda a temporada). 


Além disso, vale ressaltar alguns pontos já clássicos da série, como as lutas bem coreografadas e alguns personagens bem legais, como Ragnar, Rollo e Lagertha.





PONTOS NEGATIVOS: alguns pontos positivos já citados acabam sendo mal executados em alguns momentos. Nessa temporada, esse lado místico da série ganhou mais espaço, servindo mesmo como fio condutor de alguns momentos da trama. O problema é que ficou meio confuso, nos deixando sem saber muito bem o que é realidade e o que é fantasia.



Os personagens também, infelizmente em sua maioria, parecem cair em falhas de caráter antigas, invalidando o crescimento que vimos destes personagens. Rollo, por exemplo, volta a bater na questão de ser mera sombra do irmão, enquanto Althestan continua no dilema de ser cristão ou nórdico. Assim, muito tempo é gasto sem corresponder a um desenvolvimento dos personagens.





EAE, VALE? Apesar de algumas falhas irritantes, Vikings continua sendo uma série muito divertida, ao mostrar a vida de Ragnar e seus companheiros, história esta repleta de batalhas e reviravoltas, acontecimentos típicos no universo misterioso e desconhecido destes guerreiros nórdicos.


Nota: 8,5/10

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