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19 de junho de 2015

TOP filmes hue hue br

Pois bem, pois bem! Eu sou AGuaman, eu amo morenas, sou comunistinha, odeio Marvecos, adoro discutir e, se você discorda, vá se ferrar! Vamos lá com mais um TOP 5, dessa vez com os nossos redatores falando sobre filmes nacionais, em comemoração ao Dia do Cinema Brasileiro (19/6):





6 – DZI CROQUETTES (2009) - por Priscila: é um filme documentário de 2009, que tem na direção Tatiana Issa e Raphael Alvarez.


Conta a história do grupo de teatro (Dzi Croquettes), que é o mais icônico e um dos mais importantes do Brasil.

Além disso, fala sobre a vida de cada integrante; das origens; das pessoas que estavam ligadas ao grupo; etc. Sucesso, brigas, romance, mais brigas, sonhos... e muita dedicação e talento e brigas.


O documentário também conta com nomes famosos como Liza Minelli. Vale conferir.



5 – VELOZES E FODEROZAS (2015) - por Papaco: e é claro que não poderia faltar PORNOGRAFIA por aqui né, gente? Gostaria de falar para vocês um pouco sobre esta Saga que certamente é uma pérola das paródias pornors brasileiras.

É impressionante como a Brasileirinhas tem o dom de se reinventar, sem desgastar a mesma fórmula: “um cara encontra uma mina, eles fodem, passa um carro e tudo se repete umas quatro vezes”.


Chega a ser cômico ver as tentativas do cinema pornor brasileiro de atingir outros países com frases ROTEIRIZADAS em inglês, seguidas de suas devidas traduções dadas pelos próprios atores. Frases do tipo “Hello, oi” são mais comuns no filme, deixando ainda mais divertida a experiência de assisti-lo.

“Velozes e Foderozas” é cheio de altos e baixos em toda a saga (os atores e atrizes trocam de posição), e faz a tarde domingo de qualquer um feliz.



4 – PIXOTE – A LEI DO MAIS FRACO (1981) - por Walter Supermercado: Assisti a esse filme na infância, de madrugada, bem antes de existir Cidade de Deus, Tropa de Elite e outros filmes sobre criminalidade e favela. Lembro da sensação de soco no estômago ao testemunhar que existiam garotos como eu que viviam na extrema pobreza e que encontravam alento nas ruas.


Um dos protagonistas da trama, o Pixote (que leva o nome da obra), havia passado por uma casa de amparo para menores infratores, mas fugiu com alguns amigos. A partir daí, começa a assaltar, vender drogas e até praticar rufianismo.

Depois de muito tempo, assisti a ele novamente, no início do ano. E continua sendo um soco no estômago, ainda mais constatando que a condição de vida de jovens a margem da sociedade não mudou nada de 34 anos pra cá.


Em época de discussões sobre redução da maioridade penal, o filme é uma boa pedida.



3 – BESOURO (2009) - por Lorde Mamilos: Besouro é um filme brasileiro que conta a história de Besouro Mangangá, um capoeirista brasileiro dos anos 20, e lenda do folclore brasileiro. Com direção de João Tikhomiroff, o filme contou com os coreógrafos de “Kill Bill” para as lutas.


Começando a análise, deixe me falar um pouco do porque eu gostar tanto desse filme.

Minha família é praticante da umbanda, e eu cresci nessa religião. Apesar de não frequentar os terreiros, eu praticamente vivi dentro dessas crenças e mitologias afro-brasileiras. Desde pequeno, me interessava muito sobre esse assunto (não só as brasileiras, qualquer tipo de mitologia me atrai), e por isso gostei tanto desse filme. Eles mostram a vida dos ex-escravos e a relação deles com a religião de forma muito respeitosa, e muito bonita.

Besouro, apesar de não parecer, é um herói clássico. Tem aquela aura de altruísmo característica de todo herói, e faz de tudo pelo bem comum. Nessa época, a capoeira ainda era vista apenas como dança, mas havia rumores de que os praticantes a usavam para se defender dos agressores e aproveitadores. Juntamente com a religião e os mitos africanos, o filme retrata a caminhada de besouro para defender seu povo e a capoeira.


Não darei mais spoilers, pois vocês precisam ver esse filme. Um dos poucos filmes nacionais que me levou ao cinema e que valeu o ingresso.



2 – O AUTO DA COMPADECIDA (2000) - por MC Treta Jill: Ao contrário das opiniões alheias em relação ao humor atual Brasileiro, que ao meu parecer só possui conotações sexuais, duplo sentido e um roteiro recheado de palavrões, já existiu uma época em que o Brasil produzia filmes humorísticos exemplares, os quais abordavam de forma clara e simples umas das melhores características brasileiras que temos em nosso território: O Humor nordestino e cultura religiosa brasileira.


Ademais, o filme “O Auto da Compadecida”, não só demonstra temas humorísticos, mas em seu roteiro, que fora escrito por Adriana Falcão, também aborda um drama religioso, o qual toca de maneira sutil a cada pessoa, somando isso a um ambiente difícil que era a caatinga e o sertão. Podemos rir várias vezes com as intrigas e confusões de João Grilo e Chicó, interpretados magistralmente por Matheus Nachtergale e Selton Mello, mas também sentir a dor que é viver em na condição difícil e abrasadora daquele lugar.


Venho lhes dizer que não sou grande fã dos filmes brasileiros, mas sei da existência de grandes clássicos nacionais. Este filme foi um dos pouquíssimos que me fizeram comprar um DVD e tê-lo em minha coleção. Por causa da direção impecável de Guel Arraes, conseguiu tanto unir um roteiro complexo, com grandes atuações, como demonstrar a ambientação a qual foi descrita no roteiro. Para mim, de longe é um dos melhores filmes e produtos que o brasil pode oferecer, e é através deste singelo filme que podemos demonstrar para o mundo a nossa cultura “Brazuca”.



1 – O HOMEM QUE COPIAVA (2003) - por Bigode: O filme, ambientado na zona norte da cidade de Porto Alegre, conta a história de André, um jovem operador de fotocopiadoras que precisa de 38 reais para se aproximar de sua vizinha Sílvia, por quem está apaixonado. Para isso, é ajudado por Cardoso, empregado de uma oficina, que topa qualquer coisa por dinheiro. Marinês é uma jovem que explora sua sensualidade para ascender na vida, e acaba se identificando com Cardoso. Ele tem uma ideia de copiar notas de 50 reais com a nova maquina colorida que ganha na empresa, mas não conformado e com medo de ser descoberto, decide assaltar um carro forte, conseguindo roubar 2 milhões de reais. Logo em seguida, para sua sorte, ganha na loteria. André vira um milionário, conquista o coração da sua amada Silvia, e juntos com Cardoso e Marinês, viajam para o Rio de Janeiro


Basicamente, o filme é foda, porque retrata a atual realidade do brasileiro médio, que tem um emprego de merda que paga mal  e ainda é frustrado pelo o emprego que tem. Além de nos mostrar que, mesmo havendo quem diga que "dinheiro não trás felicidade", a vida gira em torno dele. 

O ponto alto do filme é a cena, QUE ANTECEDE O ROUBO, aonde o personagem de Lazaro diz: DINHEIRO... É SÓ UM PEDAÇO DE PAPEL, QUE AS PESSOAS ACREDITAM QUE VALE ALGUMA COISA. SE NINGUÉM ACREDITA, NÃO VALE NADA. (PORRA BIGODE, GOSTANDO DE FILME COMUNISTINHA? ISSO É PARA O AQUAMAN)


EM RESUMO É ISSO: O HOMEM QUE COPIAVA É O MELHOR FILME BRASILEIRO, NÃO IMPORTA O ARGUMENTO QUE OS BICHAS, VIADOS BIXAS, DUAS BIXAS FALEM.
  




Então é isso, pessoal. Vão pro cinema, vejam a continuação de algum filme de comédia com alguém do Porta dos Fundos, e celebrem o cinema nacional! Até o TOP 5 da próxima semana!


P.S. 1: rank feito de acordo com o tamanho dos textos sobre os filmes, não de acordo com a qualidade SENÃO O DO PAPACO ESTARIA EM PRIMEIRO 

P.S. 2: o top 5 teve 5 posiçãos pois o cinema brasileiro é bom, mas as aulas de matématica (e de grámatica) naum

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