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22 de junho de 2015

Momento Flávio Cavalcante #2 - Royal Blood (2014)



Voltamos para mais um Momento Flávio Cavalcante, coluna que leva o nome do lendário apresentador que tinha o costume de quebrar discos em seu programa. E dessa vez, vamos falar do debut album de uma banda que está chamando atenção na gringa, mas que não é tão falada em terras tupiniquins: Royal Blood. Já conhecia a banda desde o ano passado, mas só fui escutar o álbum na faixa este ano, e minha cabeça explodiu!
Trata-se de um duo formado pelos ingleses Mike Kerr e Ben Tatcher, e que conta apenas com o som de baixo e bateria, mostrando que não é preciso uma orquestra e um monte de instrumentistas pra se fazer um som bacana.




O disco começa com um soco na cara: Out of the Black. Um noise rock que lembra muito bandas como Melvins e Nirvana (no início de carreira), com uma introdução simples, porém marcante. Logo em seguida, testemunhamos Come on Over, um grunge abafado, que soa um pouco a Queens of the Stone Age. Já a terceira faixa, Figure it Out, traz uma clara influência a Led Zeppelin, com uma pegada mais simples, porém avassaladora. O Stoner Rock se apresenta nas duas próximas faixas: You Can Be So Cruel e Blood Hands, com começos lentos e desenvolvimentos mais pesados, como se preparassem o ouvinte para Little Monster, canção que mescla mais uma vez uma sonoridade similar a do QOTSA, dessa vez com ecos de Deftones. As canções Loose Change e Careless parecem ter sido tiradas de algum dos álbuns do White Stripes e não deixam a peteca cair. Ten Tonne Skeleton volta ao grunge, com uma introdução marcante e linha de guitarra (no caso, baixo) inventiva. A última faixa, Better Strangers, é um blues pesado que o The Black Keys gostaria de ter feito.




O saldo final do disco é extremamente positivo e o burburinho gerado na gringa em torno da banda não é a toa. Se depois de escutar o álbum você ainda titubear quanto a qualidade da banda, aí vai uma apresentação dos caras deste ano.



Gostou do que viu? Saiba que eles vão estar aqui no Rock in Rio deste ano, abrindo o show no palco principal do Metallica. Por enquanto, a marreta ainda vai ficar encostada no canto, mas vamos ver se ela permanece assim semana que vem, quando julgo o Sonic Highways do Foo Fighters...

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