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29 de maio de 2015

TOP 5 HQ's dos Novos 52

"Muita polêmica. Muita confusão..."


É isso aí. Vou falar dos Novos 52. É é isso. Vai ser isso. Aos recalcados eu digo: Chola Mais!

Nesse TOP eu pretendo falar de títulos fora do eixo, que não sejam estrelados pelos maiorais do Universo DC. Sim, vou falar de revistas de personagens buchas. Talvez, mais pra frente, eu puxe uma lista com bons títulos e sagas mais mainstream dos Novos 52. Enfim, chegou a hora...



5 - Espada da Feitiçaria: Ametista (9 edições)


Ametista é um baita gibi simpático. Aqui, uma guria adolescente, meio bizarra e loser, descobre que sua criação fora dos padrões (a mãe dela treina ela pra dar umas porradas, e não quer que ela se envolva, se relacione com outras pessoas) se deve ao fato de que ela e a mãe dela são refugiadas na terra, vindas de um mundo místico que agora é governado por sua tia, que quer ver irmã e sobrinha mortas. Desenvolvendo um pouco o mundo místico, outras nações e suas particularidades, as motivações tanto da personagem principal, quanto da vilã, Espada da Feitiçaria foi um título competente, e que acabou caindo um pouco de qualidade quando decidiram fazer com que ela se relacionasse com outros títulos do Universo Místico da DC. Seria melhor se as histórias tivessem permanecido auto-contidas. A arte é do Aaron Lopresti, e é linda. Além disso, Ametista possui algumas histórias back up no fim do gibi. As do Beowulf são bem legais. Massaveio Bruto do bem.

 
4 - Vibro (10 edições)

Gibi Moleque. De raiz. Acho que quem gosta de Homem-Aranha tem tudo pra curtir esse gibi simpático do Vibro. A trama começa logo no início dos Novos 52, no ataque do Darkseid à terra. Cisco, ainda um garoto, um benino, está com seus irmãos quando um portal se abre, e o cisco acaba entrando em contato com ele. Do portal sai um parademônio, que acaba matando seu irmão mais velho, que estava tentando protegê-lo. Após um timeskip, acompanhamos um Cisco já mais velho, com uma família meio traumatizada e desestruturada pela morte do irmão. E é nesse ponto que ele descobre que seu contato com o portal acabou lhe dando poderes(Na verdade, ele já manifestava os poderes, só não "percebia"). Ele acaba sendo recrutado pelo A.R.G.U.S. e se torna membro da Liga da Justiça da América. Apesar de algumas forçadas de barra, esse era um gibi muito simpático. A parte final é uma loucura do caramba, mas os personagens coadjuvantes da série eram muito bons. O Dante(irmão não-falecido do Cisco), o Agente Gunn, Cigana, e até a Amanda Waller fdp. A trama é fechadinha, e a arte não é das piores. O problema é que ela é bastante irregular de uma edição para a outra.


3 - Besouro Azul (17 edições)

Ted Kord é o baralho! AQUI É JAYMITO, BORRA!

Outro gibi simpático. Aventura, massavéio e porrada. O Besouro tem sua origem recontada aqui. A história além de apresentar o Jaymito e seus amigos(personagens essenciais na trama), a trabalha muito bem os conceitos dos Besouros e sua real função. Na verdade, eles são armas fdp, e o Jaymito só não se ferrou, porque o que se juntou a ele estava com "defeito". As histórias vão mostrando o relacionamento com a i.a. do Besouro, os dois aprendendo a trabalhar juntos, e não fugindo dos problemas que esses poderes trazem, que acabam impactando não só no Jaymito, mas nos seus amigos(bastante), e, principalmente, na sua família. Esse é outro gibi que teve problemas na sua reta final. A coisa acaba se desvirtuando um pouco próximo ao cancelamento. O Tony Bedard manda bem nos roteiros, fazendo um feijão com arroz tradicional, e a arte, que na maioria das edições foi feita pelo brazuka Ig Guara, é muito, muito bonita, perdendo bastante nas edições finais, que foram feitas por outros artistas.


2 - Monstro do Pântano (44 Edições)


Um dos gibis mais melancólicos dos Novos 52. Nesse novo volume do Monstro do Pântano, eles dão continuidade a história pós-Dia Mais Claro. Nos anos 80, Alan Moore acabou retconando o personagem, dizendo que ele jamais foi Alec Holland. Aqui, em outro retcon, a coisa não é bem assim. Alec Holland foi o Monstro do Pântano, mas hoje, não é mais. Ele vive meio afastado de tudo e de todos, meio traumatizado pelo período como Monstro, e acaba se vendo obrigado a agir quando sua vida é ameaçada por um velho inimigo.

Como vocês podem notar, o Monstro durou mais de 40 edições, sendo roteirizada por dois caras: Scott Snyder(1-18 + 0 + Anual #01) e Charles Soule(19-40 + Future's End + Anuais #02-#03). Arrisco dizer que ambos foram muito bem. A parte do Snyder, logo no início, reapresentando o Alec, a Abby(agora PORRADEIRA), o Verde, o Podre, e estabelecendo aquele Universo, é muito boa. O grande problema é quando começa a megasaga Mundo-Podre, feita em conjunto com o Homem-Animal do Jeff Lemire. A saga é fraca, chega a ser chata mesmo. Valendo apenas pelo fim(melancólico) das coisas para o Monstraço. Além de ter que sacrificar sua humanidade aqui, o Alec é desafiado a ir além disso. A sacrificar outras pessoas. A arte, em boa parte desse run, foi feita pelo Yanick Paquette. Esse cara é fera, é monstro, king saize dos quadrinhos. Que arte foda, linda, mel dels.

A partir do Número #19, temos a entrada do Charles Soule, que mandou bem com o personagem, apesar de dar uma escorregada aqui e ali. Ele tratou de investir em toda uma mitologia ao redor do verde, na exploração de algumas pontas deixadas no run do Snyder, e também na criação de um núcleo de coadjuvantes/inimigos novos para o Monstro. Destaco em especial a Capucine, a Poetisa Assassina(Puta personagem foda...), Irmão Jonah, e os Sureen. Além disso, ele tratou de outros reinos além dos já conhecidos Verde/Vermelho/Podre(Coisa que já havia sido feita nos Anos 80/90, na verdade, mas que, aparentemente, já não era mais considerado). É um run competente. A arte aqui ficou a cargo do Kano(que ficou poucas edições), e do Jesus Saíz, que é um baita artista. Ele conseguiu dar uma excelente dinâmica ao Monstraço, e conseguia entregar desenhos detalhados e lindos mensalmente, no prazo. Dá uma sacada na imagem aí do lado...

Esse run vale a pena. Sou fã do personagem, e fiquei feliz de ver novas e boas histórias com o ele. Se alguém for atrás, diz aí o que achou ;)

E o primeiro lugar vai para...

1 - Cavaleiros do Demônio (24 edições)


O que esperar de uma equipe formada por Etrigan/Jason Blood, Madame Xanadu, Vandal Savage, uma Amazona Renegada, um Cientista Árabe, Shinning Knight, e uma mulher que não sai do cavalo...nunca? ÉPYKOH! MASSAVEIO! PORRADEIRO!
Eu odeio títulos de equipe. Falo sério. Títulos de equipe, pra mim, tendem a ser só uma desculpa pros herois ficarem dando porrada o tempo todo. Não há nada demais nisso, certo? Talvez não, mas não é o tipo de leitura que eu curto. Mas esse gibi é tudo isso. Porradeiro, Massavéio, Galhofeiro e bizarro. O que dizer de uma Amazona exilada que odeia homens...e acaba se envolvendo com um Cavaleiro(a) hermafrodita?  Ou então o que dizer do Triângulo Jason Blood/Etrigan/Xanadu...? Isso é ser corno de si mesmo...ou não? Aqui, os personagens, mesmo em equipe, acabam agindo de maneira dúbia, egoístas em algumas situações,  e em outras vezes de maneira imbecil..., e o Savage...sempre com violência e potaria. Cada um tem seu próprio objetivo, mas acabam tendo que se juntar para enfrentar algumas das grandes ameaças do mundo naquela época, incluindo aí, o próprio Lúcifer, o Capeta, o Cramunhão, o Mochila de Criança...


A arte, logo no começo, é do brasileiro Diógenes Neves, arte-final do Oclair Albert, e cores do  Marcelo Maiolo. Olhem as imagens...se isso não é FODA, então eu não sei o que é. Quem escreve a primeira parte da revista é o Paul Cornell. Depois ela passa para as mãos do Robert Venditti, e a arte fica a cargo do Bernard Chang. Eu gosto dessa segunda fase da revista. Mas é fato que ela não é tão legal quanto a primeira. Longe disso. A arte do Chang é muito boa também...mas eu ainda prefiro a do Diógenes.

Esse é um gibi com bons personagens, cada um com à sua maneira, seu jeito, e isso acaba criando uma dinâmica muito interessante. É um elenco tão único e bizarro, que tem tudo pra não funcionar, não agradar...mas funciona. E muito bem.

Vão atrás e tirem suas próprias conclusões ;)


Menções Honrosas:

QUALQUER GIBI DESENHADO PELO LIEFELD.

É isso mesmo que você leu. Quando vocês estiverem tristes, basta olhar pra isso aqui:





Vejam isso...Maiô-Armadura...que conceito...

Você não precisa nem LER os gibis. Basta ver essas imagens Bunytas...é ou não é melhor que Romero Britto?

Enfim, a coluna de hoje chegou ao fim. Aguardo o feedback de vocês aí nos comentários. Comentem, nos mandem e-mails, curtam nossa página no facebook e...esqueci.


Amanhã tem Panquecast!

Atos Finais