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12 de maio de 2015

Puxando a Ficha #5 - Mad Max


Hoje iremos deixar de lado os super-heróis coloridos e falar de uma das maiores franquias pós-apocalípticas de todos tempos... Estamos falando de Mad Max, dirigida e escrita por George Miller, um ex-paramédico apaixonado por filmes do gênero Western, que um belo dia resolveu unir sua vocação com a sua paixão.


No primeiro filme de 1979, conhecemos Max Rockatansky, um policial encarregado de "interceptar" rachadores de estrada e manter a ordem. Porém, sua vida muda completamente quando cruza o caminho de uma gangue de motoqueiros, liderados por Toecutter, que passam a atormentá-lo e às pessoas mais próximas dele, como seu colega de trabalho Jim Goose, sua mulher Jessie e seu filhinho. Quando os carniceiros destroem a vida de todos os seus entes, Max se encarrega de tirar do caminho um por um, incluindo o líder da gangue.


O mote do primeiro filme é simples, quase não dá pra percebemos que é um filme pós apocalíptico, visto que Miller teve de tirar o dinheiro do próprio bolso pra custeá-lo. Na escalação do elenco, se deparou com um jovem ator com a cara inchada, já que ele acabara na noite anterior de ter uma briga no bar. A priori, a ideia de Miller era colocá-lo no papel de um dos membros da gangue, porém, dias depois e passado o inchaço, Miller enxergou no rapaz seu protagonista do filme, o contratando de prontidão. Este cara era ninguém mais que o Mel Gibson! Apesar da grana curta e de alguns estresses, nada foi em vão, já que Mad Max de 1979 foi por um bom período o filme com maior custo-benefício de todos os tempos (foram investidos 400.000 dólares australianos e este arrecadou 100 milhões nas bilheterias).

Mad Max no Cinema em Casa, SBT.

Óbvio que um filme tão rentável renderia uma provável continuação. Agora sob a chancela da Warner Bros, e com 2 milhões no bolso, veio o filme que serve até hoje de inspiração para outros (vide O Livro de Eli, Snowpiecer e The Rover).


...e teve essa merda também.

Max Max 2 ou The Road Warrior (nos EUA) se passa logo depois dos eventos da produção de 79, e percebemos de primeira que a civilização como conhecíamos deixou de existir, devido a falta de combustíveis fósseis (alusão à época da Crise do Petróleo entre o Oriente Médio e o Ocidente), de guerras intermináveis (alusão à Guerra Fria) e de recursos naturais, sendo que tudo virara um deserto sem fim e pilhagem de carros. A película segue a linha meio western de filmes em que o cavaleiro solitário e lacônico, que não quer se envolver de forma alguma com as pessoas, acaba se vendo forçado a ajudar um forte ou uma cidade da invasão de um horda sedenta por algo valioso (no caso, o petróleo) e por sangue. Cabe a ele o papel de guardião, mesmo que ele não se veja como tal. 


O filme nos apresentou personagens marcantes como o líder dos arruaceiros, Lorde Humungus - O Aiatolá do Rocknrolla -, seu cão de guerra, Wes, o Menino Fera, habilidoso no bumerangue, e o Capitão Gyro, criador de cobras e piloto de girocóptero, que logo no início arruma uma treta com o nosso herói, mas logo depois viram "sócios". O filme foi um grande sucesso de bilheteria e de público, botando Miller e Gibson em evidência.

Mad Max 2 na Temperatura Máxima em 1997.

A sequência de Road Warrior, Mad Max - Além da Cúpula do Trovão, de 1985, traz Max em uma cidade chamada Bartetown, liderada pela Aunty Entily (interpretada pela Tina Turner). Max acaba no meio de uma ação, e consequente é preso, fazendo com que seja forçado a lutar na denominada Cúpula do Trovão com o gigante Blaster, fiel escudeiro de Master, um anão que vive acoplado em sua cabeça (!!).


Nem preciso dizer que o filme é o mais fraco da série, apesar da excelente contribuição da Tina com a música "We Don't Need Another Hero", tocada a exaustão e que acabou virando símbolo pra trilogia toda. O excesso de trama, assim como a falta de ação, faz com que o filme seja monótono.

Mad Max Além da Cúpula do Trovão no Tela Quente de 1991.

Logo após a produção do filme, cada um foi pro seu lado: Miller foi dirigir filmes como a As Bruxas de Eastwick, O Óleo de Lorenzo, e produziu filmes mais infantis, como Babe - O Porquinho Atrapahado, e Happy Feet - O Pinguim, dando a ele seu primeiro Óscar.


Já Mel Gibson foi fazer filmes em Hollywood, alcançado fama maior depois de estrelar a franquia Máquina Mortífera, fazendo par com Danny Glover, e sendo dirigido por Richard Donner (sim, o mesmo que fez Superman 1 e 2, A Profecia e Os Goonies). Assim como Miller, ele tem 2 Óscars na estante, um como diretor e outro de produtor por Coração Valente.

O personagem dele em Máquina Mortífera também era um biruta...

Bem, 30 anos depois de tanta espera, eis que Miller nos traz novamente sua franquia mais famosa, agora com novo ator no lugar de Gibson. O encarregado para essa difícil missão é o britânico Tom Hardy (que já fez Bronson, A Origem e foi o Bane em The Dark Knight Rises), ao lado de uma outra grande aquisição - a atriz vencedora do Óscar Charlize Theron.

Que delícia de aquisição!

Resta saber se a produção honra os demais filmes da franquia, mas esta espera não vai demorar, afinal Mad Max - A Estrada da Fúria estreia nesta quinta, dia 14 de Maio, nos cinemas. Enquanto isso, fiquem com os trailers e alguns materiais promocionais pra "esquentar as turbinas" antes do filme:
















CURIOSIDADES:
  • Uma das cenas do primeiro filme de Jogos Mortais é baseada na cena final em que Max Rockatansky algema o personagem Johnny the Boy e da um serrote para cortar a perna e se livrar das algemas (Que eram muito resistentes) antes que a gasolina exploda.
  • A voz do ator Mel Gibson em Mad Max foi dublada na versão exibida nos cinemas americanos. Tal decisão foi tomada pelos produtores após assistirem o filme e considerarem que o público norte-americano teria dificuldades em compreender o sotaque australiano que Gibson tinha na época.

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