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27 de abril de 2015

Mc Coringa e o Mundo que já não me Pertence...

Como vocês já estão sabendo, o diretor David Ayer (dos ótimos Marcados para Morrer e Corações de Ferro) está sob a batuta do filme Esquadrão Suicida, produção que vem na esteira junto com o Batman v Superman como parte do vindouro "cineverso" da DC no cinema. Ele vinha liberando fotos de bastidores em seu instagram, até que ontem a noite veio o que muitos estavam esperando: Jared Leto paramentado como o Palhaço do Crime mais famoso das mídias, o Coringa, em homenagem aos 75 anos do personagem. E o resultado foi este...

JOKER_LETO
Essa bosta aí...

Logo após a liberação da foto, a internet ficou em polvorosa... De um lado, pessoas que execravam o novo visual, comparando-o com o do roqueiro Marilyn Manson, inclusive com o funkeiro brasileiro MC Guimé.

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Qualquer semelhança é mera "Snyderisse".

Outros, aprovaram a mudança, alegando que "se o personagem fosse adaptado pra novas gerações, seria assim, de visualmente mais insana". Porém, uma outra galera não soube o que discorrer sobre o visual, deixando suas avaliações para quando o filme estivesse pronto.
Confesso que fui um dos tantos que reclamaram, xingaram muito, culpou o Zack Snyder (!!!!) e o escambau. Passado a primeira impressão, agora me encaixo mais no grupo que prefere ver como isso ficará na tela. De fato, o visual deste Coringa não me agrada nem um pouco, me passa uma certa impressão de que a Warner quis ir por um caminho um tanto clichê de fazer o personagem ficar mais chocante que a sua versão anterior, interpretada por Heath Ledger.


As muitas encarnações do bobo, do Joker, do Coringa, do palhaço...

Uma tomada de decisão similar a qual vemos nos quadrinhos mais recentes, com o Joker arrancando a cara e pondo a pele com grampeador, tornando-o imortal e outras coisas risíveis.

Porque arrancar a cara é muito adulto e sombrio...

De fato, uma das encarnações mais recentes dele veio já tatuado com um dragão nas costas, uma provável alusão a seu envolvimento com a máfia.




Mas é difícil, pra mim, que sou velhaco (tenho quase 30) engolir esta nova versão, pois me acostumei a ver aquele Coringa clássico, usando terno, gravata, luvas e chapéus, todos em cores berrantes, mas que davam a ele um visual mezzo noir, mezzo esquizofrênica. Um vilão que não tem medo de ser um pirada e ao mesmo tempo manter a classe, uma contradição até na forma como se veste e se porta. Tanto que até o Dark Knight do Nolan usa esse visual clássico, fazendo pequenas alterações visuais.
Quando vejo essa nova leva de readequações de personagend pros novos tempos, percebo o quanto eles estão se distanciando daquilo que costumavam ser e que sempre fui acostumado a ver, mudanças que vão além da parte estética, que abrangem o lado comportamental, vide o Superman dos Novos 52, que age de maneira irracional e até carniceira, esmagando seus oponentes, diferente daquela visão que tínhamos do velho escoteirão que sempre foi abnegado e que escolhia sempre a preservação da vida. Recentemente, vimos ele sendo adaptado para filme, em Man of Steel, na desastrosa cena final, em que derruba prédios nas pessoas, ganha do vilão de maneira sombria, chega até a se lamuriar, mas que na cena seguinte já aparece fazendo piada.

Superman jamais mataria assim tão facilmente!

Quando vejo o que a Marvel fez com seus heróis no cinema, ainda mais com o sensacional Vingadores 2 na cabeça, e vejo o caminho que a DC está tomando, concluo que enquanto uns optam em levar um entretenimento mais levo porém respeitando o material de todas as épocas, outros preferem passar por cima de tudo apenas pra chocar seus expectadores e fazer uma grana mais com polêmicas que histórias boas de fato.


Essa cena fez minha criança interior vibrar!

O pior é ver que muitos preferem o último, porque achan que arrancar a cara, derramar sangue e matar o vilão é ser maduro. Esse mundo de fato não nos pertence mais, meus caros leitores velhacos...

Atos Finais