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7 de abril de 2015

Better Call Saul -1ª Temporada (Resenha)



Spin-Off geralmente é utilizado pra aproveitar um hype de uma série pra continuar fazendo sucesso e arrecadar um dinheirinho a mais dos fãs de uma produção. Foi assim com o derivado de Friends, o Joey, e com o de Cheers, Frasier. De um lado, o fracasso, e do outro, um sucesso moderado, mas em ambos os casos, produtos aquém de suas obras originais. E essa realidade não parece ser tão diferente como no caso da série mais aguardada desse ano (depois de Demolidor, na Netflix).

Better Call Saul começou com esse hype nas alturas, ainda mais porque contaria com a mesma equipe criativa do arrasa-quarteirão Breaking Bad, no caso o criador Vince Gilligan, e Peter Gould, um dos roteiristas responsáveis pela série de grande sucesso. A história narraria as agruras do advogado porta de cadeia Saul Goodman, aqui em início de carreira e usando seu verdadeiro nome, Jimmy McGill (interpretado por Bob Onderkirk), assim como teríamos alguns vislumbres de outro personagem sensacional da série original, Mike Ehrmantraut. Tudo indicava que a série seguiria o estilo "tiro, porrada e bomba" de sua matriz, que os fãs iriam adorar, e tudo mais...



E de certa forma, a série nos entrega tudo que estávamos habituados a ver, como recursos narrativos, rimas visuais, fotografia caprichada... Mas, em alguns momentos, a série caia em um marasmo típico de spin-offs, como os citados acima. Nem mesmo alguns momentos que faziam alusão a Breaking Bad, como a aparição de Tuco no episódio  Mijo, ou no último episódio, Marco, quando enganou uma mulher fingindo ser o Kevin Costner, como mencionado a Walter White para mostrar seu alto poder de convencimento, foram capazes de movimentar todo o resto.


Cara de um, foucinho do outro...

Há uma certa confusão na série. Ela meio que não se assume como comédia ou como drama, e em alguns casos você não sabe se rir ou se fica tocado por que está acontecendo.

Apesar desses contratempos, a série rende momentos antológicos, principalmente quando o irmão de Saul, digo, Jimmy, entra em cena. Chuck McGill, interpretado pelo Michael McKean, é um advogado afastado de sua própria firma, a Hamlin Hamlin & McGill, devido uma doença de caráter psicológico, uma hipersensibilidade a qualquer coosa eletromagnética - de celular a computador, vivendo em uma casa sem nenhum aparelho eletrônico. Ele rende algumas cenas hilárias e outras, em especial, que fará você ter raiva do personagem.

Quando envelhecer, provavelmente precisarei de um cobertor espacial.

E é claro, Mike (Jonatham Banks) aparece no seriado como um forte coadjuvante, um homem angustiado por seu passado, se refugiando em Albuquerque, com um trabalho de fachada como guardador de cancela, que coincidentemente, fica no fórum onde James trabalha. Ele rende os momentos mais dramáticos e de ação da temporada.



Outros personagens são até o momento meio que dispensáveis a trama, como a advogada Kim Wexler, uma amiga e ex-relacionamento amoroso de Jimmy, que pelo menos na primeira temporada não mostrou a que veio, deixando um desenvolvimento maior para episódios posteriores. Além de personagens que vem e vão, como o casal de vigaristas Craig e Betsy Ketlleman e os gêmeos skatistas do dois primeiros episódios, mas todos com sua devida importância ao andamento da trama.

O final da primeira temporada de Better Call Saul mostra o que foi a série nesse meses que se prolongaram - rápido, em alguns momento certeiro, em outros arrastado e com um monte de referência forçada ou não. Se a série não buscar o seu ritmo rapidamente, não sei se durará pra uma terceira temporada. Mas pra um spin-off, esta sacia um pouco a sede dos órfãos de Breaking  Bad, mesmo que por alguns momentos aperte a haste do canudo impedindo o fluxo.

Nota: 8, 0001.

P.S. 1: o ator Michael Mando que faz o Nacho Vargas, o bandido que a priori pretendia roubar a família Ketlleman, mas acabou preso, fez o vilão de Far Cry 3, Vaas Montenegro.



Outro ator, Steven Ogg, que fez uma participação como segurança de aluguel ao lado de Mike, dublou o personagem Trevor Phillips em GTA V. Ele acaba descobrindo que em uma troca de mercadoria não é preciso levar armas... E Mike o ensina!




P.S. 2: o nome Saul Goodman veio da expressão norte-americana "that's so good, man", algo como "isso é tão bom, cara".

P.S. 3: se você também achou a Betsy Kettleman uma MILF deliciosa, aí vai fotos dela...







Até a próxima... OU NÃO!

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