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2 de março de 2015

Bons Programas da Tv Aberta Brasileira #01

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de TV Aberta?

Querendo ou não, eu tenho um baita preconceito com a TV Aberta nacional. Programas Sensacionalistas, Programas medíocres, Imbecis, Apelativos(em todos os piores sentidos), novelas que tem sempre a mesma trama(só mudam os atores), etc. Acho que não sou o único com "nojinho" desse tipo de programação, apesar de ser isso o que dá audiência.

Mas mesmo num cenário desses, acho que dá pra destacar um ou dois bons programas que fujam a regra e a falta de "qualidade" dos outros. E é por isso que fiz esse post...bem vamos ao primeiro que eu gostaria de destacar...


Antes de começarem me tacar pedras, eu só digo que considero "Pé na Cova" uma OBRA-PRIMA do Miguel Falabella. Não, ela não é a melhor coisa de todos os tempos, nem é a maior isso, a maior aquilo. Mas consegue ser boa, bizarra e poética(ui) ao mesmo tempo.

Basicamente, conta a história de uma família do subúrbio. O pai(Miguel Falabella) é dono de uma funerária, a filha(Luma Costa *-*)faz striptease online pra ganhar a vida, além de ser bissexual e namorada de outra mulher(Tamanco, que tem um irmão mecânico de dia, travesti de noite), um filho(Daniel Torres) que faz de tudo pra se dar bem, optando pela política, uma ex-mulher alcoólatra(Marília Pêra), uma empregada folgada e bem mais pobre que ele, além de uma esposa com 30 anos a menos(Lorena Comparato), e a babá(conhecida pelo icônico bordão "PIRAAAAAAAAAAAAAAAANHA!"). 

Além disso, com ele trabalham um vizinho(Alexandre Zacchia) com uma peruca bizarra e com "probleminhas", além de sua irmã(Eliana Rocha), também com "probleminhas" e um complexo de querer ficar nua sempre...além dos outros personagens, como as "Cachorras Quentes"(irmãs gêmeas, uma negra, outra branca), Dr. Zoltan(Um médico maluco), entre outros.

Lembrando que essa é a premissa da primeira temporada. Isso vai mudando nas temporadas seguintes...


É uma mega caricatura de uma família do subúrbio. Além de "zuar" bastante com os personagens, suas características, sua ignorância(laica = lésbica), a série não fica só nisso. No final da primeira temporada temos um episódio Musical, temos episódios mais "lúdicos", episódios mais dramáticos etc, fugindo da característica de "série sobre uma família de classe média-baixa". Das produções dramatúrgicas nacionais, essa é a que contém o maior número de personagens bizarros, que dentro do universo maluco da série, estão longe de serem os mais malucos. Pé na Cova tem drama, tem comédia, surrealismo, musical, bons atores, situações bizarras, embaraçosas, familiares, etc, etc, etc.

Em vez de fazer mais um retrato de uma família brasileira, Pé na Cova aposta no bizarro das histórias e dos seus personagens. E faz isso muito, muito bem. Se você ainda não assiste, corra atrás. Vale a pena.


Como esse poste ficou um pouco grande(e me deu preguiça), uma próxima vez, quem sabe, eu falo de outros programas com vocês...


Atos Finais