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11 de março de 2015

8 Histórias do Demolidor para ler (ou reler) Antes da série da Netflix.



Pois bem seus féladaputa,aqui quem vos comunica é o Papaco! Hoje eu vou dar pra vocês (Não de graça, obóviamente), uma pequena sugestão de IXXXXXKENTA para a série do demolidor que está vindo por aí através da nossa tão querida Netflix! IXXXXXXKEEEEENTAA!!!



Demônios



Quando Frank Miller surgiu em cena, o mundo dos quadrinhos nunca mais foi o mesmo. E as histórias do Demolidor, então, nem se fala. O jovem de apenas 24 anos fez uma inovação imensa na vida do nosso chifrudo avermelhado, fazendo suas revistas venderem mais do que dicionário em entrada de palestra do Herbert Vianna.
O cara inseriu nas histórias do advogado elementos modernos ao mundo dos quadrinhos, como roteiro ágil, sequências e cortes cinematográficos, utilização livre de claro e escuro nas imagens, fora muitas coisas essenciais nas histórias de Matt, como a primeira aparição de Elektra e as primeiras vezes que treta com o Justiceiro.
Muitas histórias sensacionais pintaram por aqui. Uma que destaco é esta Demônios, onde o Mercenário foge de um hospital pouco antes de ser submetido a uma cirurgia na cachola. Como tá com um tumor no cerebelo, começa a ver seu arqui-inimigo em todo lugar, inclusive em um cinema que invade, onde enfrenta nosso herói em uma luta épica. Destaque para os dois cinéfilos dentro do cinema, que mais falam do que assistem ao filme (o clássico Relíquia Macabra).
Presenciamos o dilema do herói entre destruir o vilão (ou deixá-lo ser destruído) e seu senso de justiça. Uma pequena grande história.

Homem Sem Medo



Matt Murdock não é exatamente o homem mais sortudo do mundo (aliás, esse é o nome de um filme pornô! É assim: O cara vai pra uma casa onde tem cem mulheres, daí... daí... err...): seu pai era um boxeador decadente que perdia até do seu Madruga se assim lhe fosse ordenado (já que era pau mandado de criminosos), perdeu a visão salvando um velho, sofreu bulling pra caralho na escola e futuramente sua sorte só iria piorar na carreira de herói. Mas aqui o que importa é seu passado. É mais uma vez Miller a frente do vermelhudo. Aliás, dá pra dizer que praticamente todas as vezes em que o cara pôs as mãos no Demolidor foi para criar um clássico. Aqui o roteirsta reconta a origem do caboco: Seus tempos de faculdade, seu treinamento com Stick, seus primeiros pegas com a Elektra e seu primeiro encontro com Wilson Fisk, mas conhecido como o Rei da Obesidade. Tudo isso ainda sem usar seu tradicional uniforme vermelho e nem o amarelo e vermelho.
Este ‘Ano Um’ que Miller fez com a colaboração do sempre presente John Romita Jr foi um verdadeiro sopro de vida pro herói, dando um novo gás pro personagem e transformando-se instantaneamente em uma história essencial para fãs de quadrinhos.



A Queda de Murdock


Após Miller abandonar o Demolidor em 1982, o herói cegueta não andava bem das bengalas . Denny O’Neil, o roteirista que assumiu o Homem Sem Medo, não estava agradando muito os leitores, enquanto Miller solidificava ainda mais seu estrelato no mundo das HQs com as clássicas graphic novels Ronin e Batman: O Cavaleiro das Trevas. Tamanha foi a euforia dos fãs quando souberam que o cara voltaria para o herói em 1986, o logo estaria escrevendo uma das maiores histórias do vermelhão: A Queda de Murdock (Born Again, no original).
Na mini-série, Karen Page – que abandonou tudo para tentar a sorte em Hollywood, mas que só encontrou duas carreiras: a de atriz pornô e a da cocaína – vende a identidade secreta do Demolidor (seu então namorado Matt) para o Rei do Crime em troca de drogas. Daí era só o que Wilson Fisk precisava para infernizar o herói pelo resto da vida. Ou pelo menos pelas próximas edições.
Essa é uma das sagas mais matadoras do Demolidor e um clássico absoluto, com o adendo da resolução do mistério sobre o verdadeiro paradeiro da mãe de Matt. (Tá saindo nas graphic novels da salvat hein?)


A Queda do Rei do Crime



Depois de anos após sua decadência em A Queda de Murdock, o herói escarlate resolve dar um “mexe com quem tá quieto” no homem que arruinou sua vida: Wilson Fisk. Como não tem praticamente mais nada a perder, aqui temos um Demolidor cínico, usando de sarcasmo e golpes sujos para detonar Fisk, o que inclui usar e sacanear mulheres, tapear a S.H.I.E.L.D. espalhar boatos falsos pela cidade, dentre outros métodos pouco religiosos. Tão importante quanto ver a derrocada do Rei do Crime – já abalado pela não superação de sua amada Vanessa – é ver Matt tentar renascer das cinzas (tanto no pessoal quanto no profissional) depois de ter sido todo fodido pelo Rei.
Fisk, apesar de temeroso e abalado, continua se mostrando um baita escroto (Há uma cena em que ele manda quebrar todos os ossos da mão de um garçom só por este ter ousado lhe entregar a conta), enquanto o Demolidor que vemos poucas vezes se mostrou tão vingativo e até mesmo descontrolado em certos momentos.
A cena de perseguição final é eletrizante. A queda de Fisk gerou guerra gigante entre gangues pelo posto de novo rei da criminalidade de NY (o que refletiu inclusive nas histórias do Aranha), e Fisk demorou um bocado para se reerguer novamente.


Diabo da Guarda



Não satisfeita em ter dedurado a identidade do namorado para seu arqui-inimigo, Karen Page parte ainda mais o coraçãozinho de Matt abandonando-o, deixando apenas uma carta de despedida para o rapaz. Não bastasse isso, o advogado ainda tem de servir de babá para uma criança que pode ser a reencarnação de Cristo... Ou o anticristo (brrrrr). Fora que seu amigo e parceiro não-sexual Nelson Foggy está sendo acusado de um crime grave. E tem muita gente interessada no bebê, como o próprio Wilson Fisk, que contrata ninguém menos que o Mercenário para capturar a criança. Mas nosso herói – AHÁ! – não está só: Ele contará com a ajuda da bela Viúva Negra.
Essa é a famosa fase escrita pelo cineasta nerd e gordo seboso Kevin Smith que transformou o Demolidor em um campeão de vendas. E não é pra menos. Apesar de eu não achá-la perfeita, essa saga é excelente, com ótimos diálogos que só poderiam ter sido escritos por Smith. Também presenciamos nosso herói passando por um conflito de fé e tendo um combate antológico contra Mercenário. Smith ainda teve a pachorra de supostamente “presentear” Karen Page com o vírus da AIDS, para espanto de toda uma geração (às vezes eu exagero um pouco nas coisas, eu acho).


Demolidor Amarelo



Sentindo muita falta de sua amada Karen Page, que agora repousa no além após ter sido assassinada pelo Mercenário, Matt decide seguir o conselho de Foggy e escrever uma carta para sua amada (que ela obviamente não lerá por motivos técnicos) como terapia para aliviar a dor da perda. Assim, através das palavras escritas pelo herói, que para nós funciona como uma narração, vamos acompanhado vários fragmentos do início de sua carreira como funcionário da Marvel, como quando conheceu Karen e criou a primeira versão de seu uniforme, que era esse da capa aí acima.
Jeph Loeb e Tim Sale são meio que especialistas em recontar origens. Já fizeram isso com Batman e Super Man, e aqui acertam a mão again. Muito se especulou sobre este projeto antes de seu lançamento, afinal, Frank Miller e John Romita Jr. já tinham passado a origem do herói à limpo antes em Homem sem Medo. Apesar de não ser tão grandiosa e intensa quanto e entrar bastante em conflito com obra de Miller, esta mini é excelentemente bem desenvolvida, focando bastante no lado humano do personagem. E a coloração de Matt Hollingsworth é um show a parte, menino.


Demolidor Pai



Lançado em três volumes lá e em seis aqui, Demolidor Pai tem como tema inicial a caça a um serial killer enquanto Nova York está passando pela maior onda de calor de sua existência (que seria o correspondente aos dias mais amenos aqui em Manaus, deduzo eu). Durante a investigação, o herói ainda tem que lidar com os pecados passados de seu pai  - que de alguma forma tem relação com os assassinatos -, com o processo de uma mulher a uma companhia elétrica de New Jersey e com o fato de sua identidade “secreta” estar dando mais na vista que o sovaco da Katy Perry. Sério, quase metade da cidade já sabe que o Demolidor é o Matt Murdock! Como essa porra não vaza de vez?? Wathever.
Joe Quesada escreveu e desenhou grande parte desta mini-série ao lado de seu pai no hospital, que estava morrendo de câncer de pulmão devido ao consumo excessivo de tabaco ao longo dos anos.
Produzida em 2004 em comemoração aos quarenta anos da criação do Homem Sem Medo, a HQ tem uma bela história, um roteiro intrincado e bem amarrado, uma arte fantástica e ousada de Quesada e um final surpreendente. Majam o senhor que Matt salvou quando criança de ser atropelado e que lhe custou sua visão? Pois é, aqui sabemos que fim levou. E é foda.


Demolidor Noir



A série Noir da Marvel, lançada em 2009, teve o intuito de mostrar alguns de seus heróis em pequenas sagas com elementos dos filmes noir dos anos trinta e quarenta dirigidos por diretores como Fritz Lang, Billy Wilder, Orson Welles, entre outros.
Na cozinha do Inferno dos anos trinta, Wilson Fisk está com o trono de Rei do Crime ameaçado pelo gangster Orville Halloran, que fará de tudo para assumir o título. No núcleo mocinho da trama, Matt Murdock e Foggy Nelson recebem a visita de uma misteriosa mulher fatal prometendo contar altos babados sobre Halloran. Matt vê na mulher uma bela oportunidade de tirar o atraso pegar os caras maus e livrar as ruas da bandidagem de uma vez por todas (sonhar é permitido).
Acho que Demolidor Noir é uma das melhores histórias desta série da Marvel justamente por ser a que melhor se encaixa no personagem (ou vice-versa), sendo, por isso, o herói que menos precisou sofrer mudanças na saga. Tudo bem que seu uniforme parece de um travesti masoquista em final de expediente no domingo, mas o visual ficou muito bom, cortesia dos artistas Tomy Coker e Daniel Freedman. A história, embora não acrescente nada de novo, também não decepciona, tendo várias surpresas e reviravoltas e um final ambíguo.

E é isso! Tem muitas outras histórias bem fodas do chifrudinho colorado, mas vá pesquisar seu preguiçoso do caralho!


Extra!






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