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10 de fevereiro de 2015

Óscar 2015 - melhor atriz

Análise das indicadas ao Oscar 2015 de melhor atriz! 

Pois bem, pois bem! Eae, galerinha, beleza? Aqui quem fala é o Pequeno Cícero Badernista, e hoje vamos falar um pouquinho das indicadas à melhor atriz no Oscar desse ano e de seus respectivos filmes. Lembrando que este post pode ter uma leve dose de SPOILERS. Vamos lá:




Felicity Jones (A Teoria de Tudo): o filme, que trata da vida de Stephen Hawking, baseia-se em dois pontos principais: o desenvolvimento da doença do físico e seu relacionamento com Jane, sua primeira esposa.
 Enquanto o primeiro ponto é feito para o ator Eddie Redmayne brilhar, o segundo fica nas mãos de Felicity, que demonstra o drama de Jane ao amar alguém com uma doença tão destrutiva. Uma ótima atuação, daquelas que, por mais que não sejam memoráveis, seria uma ganhadora digna.


Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite): Marion C. interpreta Sandra neste filme, uma mãe de família que sofre de depressão, e que precisa convencer os membros da empresa em que trabalha a não demiti-la. Acontece que, caso ela fique no trabalho, os demais membros perdem um bônus de 1000 euros. Assim, ela passa um fim de semana indo de membro em membro para tentar convencê-los a votarem no melhor pra ela.
Ao contrário de outras atuações em que personagens com problemas psicológicos são favoráveis a uma grande atuação, Marion não chega a impressionar no papel de Sandra. Como a personagem é depressiva, vemo-la sempre chorando, com vontade de desistir da vida, mas nada que chegue a ser excepcional. Uma atuação boa, mas nada de mais.


Rosamund Pike (Garota Exemplar): neste thriller, do diretor David Fincher, conhecemos Nick (Bem Affleck), um homem que tem sua mulher sequestrada, até que passa a ser o principal suspeito do crime. Acontece que a esposa desaparecida, papel de Rosamund Pike, era “meio” louca (“não é bom da ideia”), e simulou seu sequestro para que o marido fosse culpado.
É neste aspecto que Rosamund brilha, interpretando hora uma boa moça, hora uma psicopata pirada. Talvez, pra dar aquela garantida ao prêmio, pudesse ter sido mais ousada, mas sua atuação é competente, muito importante para as viradas de roteiro do filme.


Reese Witherspoon (Livre): pra mostrar que um ator estar dando tudo de si, é preciso por ele gritando descontroladamente, e é assim que abre Livre. Neste filme, nos é apresentada a história de Cheryl Strayed, uma mulher que despiroca quando sua mãe (Laura Dern) morre. Depois de “aprontar altas confusões”, Cheryl resolve colocar sua vida de volta nos trilhos, e pra isso, decide caminhar por uma trilha que corta os Estados Unidos de ponta a ponta.
Para mim, é a atuação mais fraca das indicadas. Não que seja ruim, mas há outras indicadas que merecem mais o prêmio, sem dúvida. Reese atua bem, nos levando com ela nessa longa viagem por centenas de quilômetros. Porém, faltaram aquelas cenas de “você merece um Oscar por aquele papel”.


Julianne Moore (Para Sempre Alice): o filme conta a história de Alice Howland, uma esposa feliz, professora renomada e mãe bem-sucedida. Uma vida realizada, no mínimo, mas que se vê interrompida quando Alice descobre que tem Alzheimer. Assim, mesmo buscando ser forte, Alice vai perdendo sua memória, e tudo que conquistara.
Pode até ser que caia no velho estereótipo de premiar personagens com problemas físicos e mentais, mas Julianne Moore é a aposta dessa categoria do Oscar. A atriz atuou muito bem, mostrando o desespero de se enfrentar uma doença sobre a qual não há vitória. Aqui dá pra ver aqueles momentos que, mesmo que clichês pra alguns, são marcantes, como a personagem em prantos por sua situação, ou o discurso que dá pra uma plateia de pessoas que sofrem do mesmo mal.



Eae, quem vai levar a estatueta? Tendo em vista o empenho da atriz, e os prêmios que já ganhou pelo o papel em outras premiações (Globo de Ouro, Bafta), acho que vai dar Julianne Moore. A única chance de a atriz perder é se resolverem dar um prêmio de consolação pra uma das outras concorrentes (algo como dar o prêmio pra Felicity uma vez que A Teoria de Tudo ganhasse nada em outras categorias), mas acho pouco provável. Esse ano, vai dar Julianne.

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