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16 de fevereiro de 2015

Óscar 2015 - melhor atriz e ator coadjuvante

Pois bem, pois bem! Eae, bininos e bininas, de boa? Aqui quem fala é o PCB, e hoje vamos dar aquela analisada nos atores e atrizes indicadas à melhor coadjuvante no Óscar desse ano. Vâmo nessa:





Emma Stone (Birdman): ah nem, Birdman de novo... Riggan Thomson (Michael Keaton) foi um ator que ficou famoso por fazer o herói Birdman nos cinemas. Mas agora ele pretende dar uma renovada em sua carreira, mostrando-se um ator de valor, e pra isso resolve criar uma peça de teatro que seja aclamada. Enquanto isso, ele se aproxima mais de sua filha, Sam (Emma Stone), que o está ajudando na criação de sua peça.

Emma Stone tem se provado uma atriz que consegue fazer tanto papeis mais leves quanto papeis mais elaborados. Nesse filme, ela faz a filha adolescente revoltada, tendo inclusive tendo aquele diálogo de jovem ressentida desabando suas magoas com o pai. Por mais que a personagem possa ser meio irritante (até porque é a personagem que muitas vezes serve como voz do diretor Iñárritu pra falar de clichês como “o poder das redes sociais”), a atuação da atriz é competente. Sem falar que ela PROVOU que o pai dela saiu voando no final.


Laura Dern (Livre): No filme, Cheryl Strayed resolve se aventurar em uma trilha que corta os Estados Unidos, tudo isso para colocar sua vida de volta nos eixos. E o fato que inicialmente tinha abalado sua vida foi a morte de sua mãe, Barbara (Laura Dern).

A personagem de Laura é o grande mote que guia as ações da protagonista do filme, por isso seria necessário que fosse uma atuação marcante, para que quando a personagem morresse deixasse falta, e Laura Dern consegue passar isso. Ela representa a mãe feliz, sempre alegre, que dá força aos filhos, independente dos males do passado. Assim, quando a personagem morre antes do tempo por causa de um câncer, percebe-se que o ponto forte da família foi embora. É uma excelente atuação, apesar de ter pouco espaço no filme.


Keira Knightley (O Jogo da Imitação): na Segunda Guerra, os nazistas usavam a máquina Enigma pra se comunicarem. O governo britânico chama então Alan Turing (Benedict Cumberbatch) para desvendar o funcionamento da máquina, e para isso, Turing convoca um grupo de pessoas especialistas em jogos de lógica (como Sudoku). Entre estas pessoas esta Joah Clarke (Keira Knightley), com quem Turing desenvolve uma profunda amizade.

Assim como outras atuações do filme, Keira faz um bom trabalho, apesar de contido. Mas não é uma atuação que mostre algo que ela já não tenha feito em outros papéis. É a jovem inglesa educada, amigável, não fugindo muito disso. Em minha opinião, a atuação menos impressionante desta categoria.


Meryl Streep (Caminhos da Floresta): Um casal não pode ter filhos, pois uma bruxa (Meryl Streep) jogou uma maldição neles. Para desfazer o feitiço, eles precisam coletar uma série de objetos, tendo ajuda da Chapeuzinho Vermelho; do João (do pé de feijão); da Cinderela; da Rapunzel; entre outros.

Ah, é a Meryl Streep, mandando bem como sempre, e cantando, ainda por cima.


Patricia Arquette (Boyhood): o filme segue a história de um garoto (Ellar Coltrane), da sua infância até entrar na faculdade. No processo, conhecemos ainda a história de sua mãe Olivia (Patricia Arquette), uma mulher que lutou com várias adversidades na vida, mas sempre buscando o bem dos filhos.

A história de Boyhood é muito básica, sendo seu principal foco seu processo de filmagem (“que durou 12 anos...”). Mas claro que isto não basta pra manter a atenção do público no filme, sendo este o papel de Patricia Arquette durante vários momentos do filme. Sua atuação é boa, deixando o espectador interessado em sua vida e conflitos, sendo essencial para o filme. Pelo que parece, é a candidata mais forte pra levar o Oscar nessa categoria.




Eae, quem leva o prêmio? Esse ano, o prêmio deve ficar nas mãos de Arquette mesmo, mas não seria uma grande surpresa se outra candidata, como Emma Stone, levasse, pois não há uma atuação excepcional que se sobressaia entre as candidatas. Mas assim sendo, pode ir pra Patricia mesmo, por sua atuação de 12 anos bacaninha.





ATORES:

Robert Duvall (O Juiz): Robert Downey Jr. Faz Hank, o protagonista do filme, um advogado garotão bem-sucedido de Chicago (o Tony Stark advogado). Mas, quando sua mãe morre, ele tem que voltar a sua cidade natal, e encontra seu pai, Joseph, o juiz cabeça dura e da cidade. Então, de repente, o pai de Hank é acusado de ter matado um homem, e o advogado tem que ajudar seu pai a se livrar desta acusação.


Robert Duvall rouba o filme em seu papel de um juiz rígido, conservador, e ainda assim sensível pela a perda de sua esposa. Assim, podemos vê-lo em momentos de ira, de tristeza e até mesmo humor. Um ótimo candidato ao prêmio, essencial para o desenvolvimento da trama.


Edward Norton (Birdman): ah, não quero falar de Birdman... Riggan Thomson (Michael Keaton) é um ator famoso por ter interpretado no passado o herói Birdman nos cinemas. Mas agora ele quer mostrar seu verdadeiro valor enquanto ator, não sendo reconhecido apenas por uma atuação medíocre. Por isso, ele planeja criar uma nova peça teatral que seja excepcional, e para isso contrata Mike Shiner, um aclamado ator. Acontece que Mike é desses atores pirados, que mergulham mesmo nos personagens (do tipo “é pra gente fingir que está transando em cena? Vamos transar mesmo, então!”), o que acaba sendo um empecilho para Riggan.


Há algumas atuações no cinema que, por mais que o ator/atriz não conquiste o público, a qualidade é indiscutível, e a atuação de Norton se encaixa nessa categoria (assim como outras no filme). Apesar de não ter me conquistado por alguma razão (talvez seja pelo caráter do filme de não buscar se apresentar como a cena principal, mas sim como seus bastidores), Norton de fato encarna um ator intenso, envolvido com a arte da atuação a tal ponto que irrita. Uma boa atuação, digna de nota.


Mark Ruffalo (Foxcatcher): John Du Pont (Steve Carell) é um dos homens mais ricos dos EUA, e investe parte de sua riqueza como treinador da equipe de luta greco-romana Foxcatcher. Ele chama Mark Schultz (Channing Tatum) para participar de sua equipe, buscando de fato trazer o irmão de Mark, David (Ruffalo), para sua equipe, já que é um famoso treinador e lutador.


O filme trás ótimas atuações, daquelas que mesmo sendo contidas, transmitem muita coisa. Enquanto outros personagens parecem panelas de pressão prestes a explodir, Ruffalo faz o cara que tenta pacificar o clima de tensão no ar. É o cara tentando sobreviver e fazer o bem em um ambiente que inspira conflito. Talvez não seja uma atuação marcante (ainda mais se compararmos a outras do filme), mas não tira a qualidade da atuação de Ruffalo.


Ethan Hawke (Boyhood): o filme segue a vida de um garoto (Ellar Coltrane) e seu crescimento, dos seus 6 até os 18 anos. Consequentemente, mostra também a vida das pessoas a sua volta, como a de sua mãe (Patricia Arquette) e a de seu pai (Ethan Hawke).


Boyhood tem aquela velha questão: o filme foi filmado durante 12 anos, algo nunca antes feito, e que deve ser reconhecido por isso. Assim, o mérito da atuação dos atores está muito mais em sua participação do que na qualidade. Isso pode ser visto na indicação de Hawke, por sua atuação competente, mas nada de mais. O filme nem dá muito espaço pro ator mostrar grandes coisas, já que ele faz um simples pai que mora longe e que aparece esporadicamente, pagando de legalzão, pra dar algum conselho aos filhos. Bacana, mas ainda assim um fraco indicado.


J.K. Simmons (Whiplash): Andrew (Miles Teller) é um baterista, estudante de uma famosa escola de música, que planeja ser o melhor do mundo. Portanto, ele busca ter aulas com o melhor professor, Terence Fletcher (Simmons), que busca incentivar seus alunos de forma pouco ortodoxa (na base do bullying).


Whiplash é um ótimo filme, e isso só foi possível graças a excelente dinâmica entre Teller e Simmons. E Simmons fez um professor rígido perfeito. O cara não tem escrúpulos, dando seu máximo para levar seus alunos a serem os melhores, nem que tenham que sangrar e chorar para isso (só não vale chorar por um olho só huehaueahua). Mas além do seu estilo durão, mostra também um lado mais emotivo quando necessário. Uma excelente atuação, sendo o candidato mais cotado a levar o prêmio.



Eae, quem vai levar a estatueta? Segundo nossos informantes, J.K. Simmons já levou o prêmio. O cara mandou muito bem, e realmente merece. Acho que a Academia só se preocuparia em dar um prêmio de consolação se fosse pra Birdman (pra Edward Norton), mas o filme já deve levar prêmios suficientes em outras categorias. Assim, não tendo que se preocupar em fazer justiça por causa de outras categorias da premiação, devem dar o prêmio pro J.K. mesmo. Afinal de contas, ele fez um excelente babaca kkkk:


Atos Finais