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17 de dezembro de 2014

O Hobbit 3: a batalha dos cinco exércitos

Pois bem, pois bem! Eae, galera que curte uma suruba com anões, tudo certo? Aqui, quem fala é o PCB, e hoje vamos falar um pouco do Robert 3: a batalha dos cinco braços!




*Tem Spoiler. Se quiser salvar tempo, leia só o último paráfrago*

Enquanto isso, nos filmes anteriores...
Bilbo está indo com uma gangue de anões recuperar a casa/montanha deles (“A montanha solitária”), que foi tomada por um dragão do barulho, Smaug. No último capítulo, vimos eles acordando a fera, e o bicho sai en-lou-que-ci-da querendo matar geral.

                               Bilbo (Martin Freeman) 

 Enquanto isso, Gandalf confere se um antigo mal despertou. E sim, despertou. E deu um pau no mago maconheiro, e deixou ele preso.

                                  Gandalf (Ian McKellen)

...E no episódio de hoje:
O filme começa com Smaug destruindo a vila, habitada por humanos, que se localiza no lago à beira da Montanha Solitária. Não tem nenhum diálogo a princípio, só pessoas correndo enquanto um dragão voa pelo o céu queimando tudo (não sei se essa correria ficou estranha só no 3D, mas pareceu que a cena tava acelerada, além de mal editada... foi meio estranho).

No meio desta confusão, vemos os anões que estavam na cidade fugindo em um barco, enquanto outros habitantes fazem o mesmo. Entre estes habitantes, vemos o prefeito da cidade e seu ajudante, que fazem o papel de ricos esnobes, uma tentativa de colocar personagens cômicos, mas que mais irritam ou envergonham do que divertem.

          Smaug, o dragão que senta um pau na Khaleesi

A única pessoa que se coloca contra Smaug é Bard, arqueiro/pescador descendente dos antigos líderes da cidade. Ele sobe em uma torre, com seu arco, e começa atirar flechas contra o dragão, que mal o arranham. Enquanto isso, Smaug só fica voando de um lado pra outro, não parecendo aquela figura imponente do filme anterior, que tinha peso na cena.

                                    Bard (Luke Evans)

Até que o filho de Bard sobe na torre e lembra ao pai que tinha uma última Flecha Negra, artefato especial que poderia furar a pele do dragão. Smaug finalmente retoma sua postura ameaçadora e diz a Bard que vai matar todos, enquanto caminha em direção a ele. Então Bard atira nele e mata ele. Um final apressado, que fez as pessoas do cinema se perguntarem: “ué, só isso?”. Teria ficado bem melhor se toda essa parte do Smaug tivesse ficado pro filme anterior.

Mas seguindo, vamos à trama que realmente interessa ao filme que, afinal de contas, é sobre a guerra entre cinco exércitos: enquanto os anões que estavam na montanha veem Smaug destruindo a cidade no lago, Thorin, líder da trupe, está de olho na Montanha Solitária, preocupando-se mais com os tesouros que lá residem do que com as vidas sendo perdidas. A partir daí começa uma história de que o anão foi afetado pela a “Doença do ouro”, que pra mim não passou de uma desculpa pra não dizer que o personagem é ganancioso, o que macularia a figura do herói.

                            Thorin (Richard Armitage)

Os sobreviventes da cidade do lago, agora destruída, locomovem-se rumo à Montanha, buscando abrigo e receber uma parte do tesouro da Montanha, parte essa que Thorin anteriormente havia prometido. Mas Thorin resolve ser babaca, e fecha as entradas pra Montanha e diz que dará nada a ninguém. Além disso, ele ainda ordena com furor que os anões de seu grupo encontrem um artefato no meio do tesouro que representaria que Thorin era de fato o rei. Bilbo recorda-se então que este objeto estava com ele, pois ele tinha escondido consigo numa situação anterior. Contudo, o hobbit não o entrega a Thorin, temendo que este ficasse ainda mais soberbo.

Como Thorin não quer dar nada a ninguém, os humanos resolvem atacá-lo, porém não sozinhos, já que, dá noite pro dia, surge um exército de elfos na frente da Montanha, liderados por Thranduil (pai de Legolas), querendo retomar pedras preciosas que eram deles, e que Thorin não quer devolver, pois como diria um velho ditado dos anões, “foi namorar, perdeu lugar”.

                                 Thranduil (Lee Pace)

Para evitar o conflito, Bilbo resolve dar o artefato que Thorin desejava aos elfos e humanos, para que estes conseguissem o que quisessem sem entrar em batalha, realizando uma troca. Quando Thorin questiona quem de seu grupo o traiu, Bilbo confessa sua ação, dizendo que fez aquilo temendo o que Thorin tornara-se e o que poderia se tornar ainda. O anão quase mata o hobbit, mas este é salvo por Gandalf.

Uai, mas o mago maconheiro não tava preso?

Sim. Mas foi resgatado por Galadriel, uma elfa boladona; por Elrond, o Agente Smith espadachim; e por Saruman, um mago que usa produtos Jequiti no cabelo. No momento do resgate, os espíritos dos servos de Sauron (nazgûl) tentaram barrá-los, mas Elrond e Saruman sentaram a porrada neles numa cena bem massaveio. Quando a batalha parecia ganha, o espírito de Sauron apareceu pra derrotá-los. Mas aí baixou a Tempestade na Galadriel e ela começou a gritar, esbravejar, soltar macumba e mandou o Sauron pra pqp... mas não de forma definitiva.

                                    O Quarteto Fantástico

 Aí o Gandalf foi avisar ao Thorin que antes de ser preso tinha visto um enorme exército de orcs no local, e que estes orcs estavam indo rumo à Montanha; Elrond foi cuidar de Galadriel que tinha gastado muito seus poderes; e Saruman, sr. fodão, disse que iria atrás do Sauron, pra acabar com o que tinha restado dele.

                                    Opa, não era Jequiti...

Mas voltando às tretas na Montanha: Thorin tenta matar Bilbo, e Gandalf salva ele. Quando o exército dos homens e dos elfos iam atacar Thorin e seu grupo na Montanha, chega um exército de anões, liderados pelo o primo de Thorin. E quando ia começar a treta entre eles, chega um exército de inimigos comuns a elfos, homens e anões: orcs. O batalhão de orcs sai de um buraco no chão, cavado por vermes gigantes (vá saber por que eles tinham que sair de buracos no chão...), sendo liderados por Azog.

                                                   Azog

Aí começa uma luta longa, chata, sem sentido, com cenas de ação forçadas... tá, vamos explicar parte por parte: primeiro que eu fico bolado com exércitos lutando de forma desordenada, sem formarem uma parede de escudo, tipo os elfos pulando no meio de um grupo de orcs, mas enfim...

Quanto ao exemplo de cenas de ação forçadas, vou citar uma em que Bard está no topo de uma colina/rampa, e sua família está sendo ameaçada por um troll, na base da rampa. Bard então sobe numa carroça, vai deslizando pela a rampa, e lá no final, da um salto rumo ao troll dando um golpe fatal (tudo embalado por um péssimo CGI).

Falando em cenas de ações forçadas, vamos lembrar dele: Legolas! O elfo estava com Tauriel investigando outro exército de orcs, que também estava indo rumo à batalha. Estes orcs chegariam ao campo de batalha passando por uma fortaleza à beira de um rio congelado, fortaleza esta que estava sendo usada como quartel general por Azog.

                                 Legolas (Orlando Bloom)

Assim, enquanto Legolas e Tauriel iam à fortaleza seguindo o segundo exército orc, Thorin, arrependido, ia com seu grupo de anões (e hobbit) à fortaleza para derrotar Azog, eliminando assim o líder dos orcs.

                                Tauriel (Evangeline Lilly)

E o que rola de tosco na batalha na fortaleza? Bem, Bilbo derruba orcs tacando pedra neles; 4 anões derrotam coisa de 60, 70 orcs; Legolas voa em um dos morcegos que voavam perto dos orcs; Quando Thorin joga Azog no rio, agora descongelado, o vilão sai da água dando um pulo, sendo que não tinha base pra dar esse impulso; e por fim... ai caraca...

Legolas tava lá, lutando com o aprendiz/auxiliar de Azog, em uma ponte. Aí, o adversário quebrou a ponte. Legolas, então, vai pulando de pedaço por pedaço da ponte destruída, até chegar numa parte firme e se salva. Moral da história: se você estiver caindo de um prédio, e tiver outro perto, tirei seus sapatos do pé, use eles pra pegar impulso, e pule no outro prédio!

Por fim: o exército de orcs é derrotado pelas águias, que surgem só quando a situação tá feia mesma (aliás, junto com eles vem o homem que vira urso, não sei pra quê); Thorin e outros membros de seu grupo morrem; o pai de Legolas, líder dos elfos, manda o filho atrás de Aragorn; Gandalf fuma pra caraca e Bilbo volta pra casa. Quando este vai despedir-se de Gandalf, o mago diz que sabe que o hobbit tem um anel de poder, mas não sei por que, deixa ele ficar com o anel (sendo que o mago sabia que Sauron estava de volta).

   Ééé... me parece que o Gandalf só quer saber do anel do frodo...

E aí, valeu?

Não. Em vez de ir ao cinema, fique em casa, fumando uma erva do condado. A melhor coisa foi a música tocada nos créditos finais. Nota 3,5 (partindo do zero, 1 ponto pela a cena massaveio; outro pra atuação do Martin Freeman; outro pelas coisinhas bacanas citadas do universo do Tolkien e meio pra pequena "atuação" do B. Cumberbatch como Smaug).

Atos Finais