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8 de novembro de 2014

Opinião de Várzea - Boyhood

Vamos falar de coisa boa? Então vamos falar de um filme que não é da Marvel….IHHHH

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Acho que antes de falar qualquer coisa sobre o filme, é interessante ressaltar a longa produção que o filme teve. Boyhood é um projeto ambicioso do diretor Richard Linklater(Antes da Meia-noite, Bernie, Escola de Rock) que levou 11 anos(2002 - 2013) para ser finalizado, chegando aos cinemas apenas agora, em 2014. Levando em conta tudo o que pode acontecer em 12 anos, como a morte de um membro importante da equipe, por exemplo, faz a gente pensar em como tinha tudo pro projeto dar errado. Felizmente, os principais envolvidos ainda estão vivos e foram competentes.

(G0y)

Sou fã dos filmes do Linklater(Gosto bastante da Trilogia de Antes e de...Escola de Rock hauhauha), e assim que fiquei sabendo do projeto, e de como ele foi feito, minha curiosidade aumentou. Boyhood é um filme com duração de 2 h 45 min., que mostra os diversos momentos da vida de uma pessoa, acompanhando algumas fases da sua vida (mais precisamente, dos 6 aos 18 anos), e mostrando coisas banais, traumáticas, chatas, enfim, coisas que acontecem ou podem acontecer na vida de qualquer um. É um filme de desenvolvimento lento, cujos personagens evoluem(e envelhecem) na nossa frente, em questão de minutos. É curioso observar a personagem da Patrícia Arquette. Logo no início do filme, ela indo buscar o filho pequeno na escola. Uma mulher que não aparenta ter mais de 30 anos, uma mulher extremamente atraente, que se transforma numa '‘senhora’' duas horas depois. O mesmo acontece com a irmã do personagem principal(interpretada pela filha do diretor….NEPOTISMO) que vai de garotinha normal a jovem adulta meio hippie.

  (Proscila Ovula...com a última foto. Ela não é Pedobear)

Outro ponto bem interessante é que o filme não se utiliza de letreiros, avisos, nem nada do tipo para ir demarcando o passar do tempo. Além do (óbvio) envelhecimento dos personagens e de suas mudanças de postura, ele se utiliza de músicas e da cultura pop para indicar o período em que aquele momento se passa. Seja quando vemos Mason jogando o videogame da época, ou quando o vemos indo assistir a estreia de um Harry Potter. As músicas presentes no filme também chamam atenção. Tanto pela qualidade, quanto pelo seu uso para demarcar períodos(em certo momento do filme, toca Radioactive”, música do “Come Around Sundown do Kings of Leon, lançado em 2010. Só isso já é o bastante para nos situar naquele período). Aqui a lista das músicas que aparecem no filme.


Enfim, Boyhood funciona como uma coleção dos acontecimentos da vida de uma pessoa, uma coleção que em muitos momentos pode parecer como uma coleção dos acontecimentos da sua, ou da minha vida(ou não, muito pelo contrário...), sem grandes ou extremas reviravoltas, nem nada que possa ser considerado 'grandioso'. Se vocês tiverem 2h 40 livre, e não estiverem a fim de um filme massavéio para ver com o cérebro desligado, deem uma chance a Boyhood. Quem sabe, talvez vocês gostem... ;)

7 / 10 Panquecas

Observação: Essa foi só a minha opinião de merda sobre esse filme. Não é bem uma crítica nem nada do tipo. Se estiver a fim de saber mais, e ler críticas mais '‘abalizadas’', eu indico essa aqui, ou essa aqui.

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